Prefeitos paraibanos fecham as portas e fazem mobilização nesta quinta-feira.
Os
prefeitos paraibanos vão fechar as portas das prefeituras, na próxima
quinta-feira (24/09), e promover a Mobilização Municipalista Permanente, em
frente à Assembleia Legislativa da Paraíba, no Centro de João Pessoa, a partir
das 9h. O movimento tem por objetivo protestar contra a política do governo
federal voltada para os municípios e mostrar a real situação financeira que
atravessam as prefeituras paraibanas. Às 10h, os prefeitos participam de audiência
pública na Assembleia Legislativa.
A
informação é do presidente da Federação das Associações de Municípios da
Paraíba (Famup), José Antônio Vasconcelos da Costa, mais conhecido como Tota
Guedes. Segundo ele, entre os principais pontos a serem discutidos estão os
repasses do governo federal para programas mantidos nos municípios, como o
Programa de Saúde da Família.
Conforme
a Famup, o valor per capita do Programa Saúde da Família está defasado em 58%.
O programa custa três vezes mais do que a União paga aos municípios. Par a
merenda escolar dos estudantes do Ensino Fundamental, segundo a Famup, o
governo federal destina por aluno apenas R$ 0,30 aos municípios. A defasagem é
de 32% do valor repassado pela União. Já para o transporte escolar, o valor do
repasse é R$ 12,00 por mês. O programa federal acumula perda de 56,5%, e ainda
há atraso nos repasses. Conforme a Famup, o governo federal mantém 397
programas que são subfinanciados.
"Tem
prefeito aí que já fala até em radicalizar e entregar esses programas ao
governo federal", disse Tota.
Outros
assuntos a serem discutidos são a distribuição dos royalties e o pacto
federativo. No Congresso, o relator do projeto do pacto federativo é o deputado
André Moura (PSC/SE) e o presidente é Danilo Forte (PMDB/CE). "Tivermos
várias reuniões com o relator e nessas reuniões a gente colocou 17 propostas de
interesse dos municípios, e foram acatadas 12, já foi aprovado na comissão e
está indo a plenário", informou Tota, que espera com isso que haja melhorias
paras receitas dos municípios. Para ele, o atual modelo do pacto é perverso com
os municípios.
A
Famup convidou todos os 223 municípios paraibanos para a mobilização. "Eu
acredito que pela dificuldade que os municípios estão passando, os prefeitos
vão estar aqui no dia 24, eu não tenho dúvida que a gente vai fazer um grande
evento", disse Tota.
Os
prefeitos reivindicam ainda desoneração de impostos e um diálogo com o governo
para discutir o impacto dos aumentos salariais, o aumento do Salário Mínimo, o
Piso Nacional do Magistério, e o Piso Nacional dos Agentes Comunitários de
Saúde.
"A
situação está insustentável. Mais de 50 municípios receberam agora no dia 10
receberam zero na primeira cota do FPM. O dinheiro que veio foi tão pouco que
só deu para ser pago o INSS", disse Tota, defendendo um encontro de contas
com o INSS, porque em muitos casos a dívida dos municípios já foi paga.
Sobre
o fechamento das prefeituras no dia da mobilização, a orientação da Famup é
fechar apenas a parte administrativa, garantindo o funcionamento dos serviços
sociais, como postos de saúde, escolas e ação social.
Redação
com ClickPB


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