ASSISTA O VÍDEO: Policial Militar assassina a mulher no meio da rua em Uberlândia.
De
acordo com a Polícia Militar (PM), a professora Veridiana Rodrigues Carneiro, de
36 anos foi assassinada pelo companheiro, que é policial e atua na entidade há
29 anos. O homem de 46 anos ainda integra a banda de música da PM e morava
junto com a vítima. Imagens de câmeras de segurança flagraram a ação criminosa.
De acordo com o coronel da Polícia Militar (PM) Volney Marques, o crime foi
passional.
Após
atirar na vítima, o homem fugiu pelo bairro e a polícia cercou a região. A PM
orientou para que os moradores ficassem dentro de casa com as portas fechadas,
já que ele estava armado. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) chegou a
negociar por duas horas com o autor até conseguir rendê-lo. Durante as
negociações, ainda ameaçou se matar. Há suspeita de que ele estava embriagado.
Após
ser rendido, o homem foi encaminhado ao Pronto Socorro do Hospital de Clínicas
da Universidade Federal de Uberlândia (PS do HC-UFU). Segundo a assessoria de
comunicação do hospital, o homem está internado na unidade de psiquiatria, sob
escolta policial.
Cerca
de 30 policiais estiveram empenhados na ocorrência. O militar fez cerca de 11
disparos contra a vítima. "Agora temos que apurar mais detalhadamente o
ocorrido", explicou o coronel Volney Marques.
Veridiana
era professora da Escola Municipal de Educação Infantil do Bairro Tibery. A
assessoria de comunicação da Prefeitura informou que no dia 23 de outubro, ela
completou três anos como professora do primeiro ao quinto ano. Ainda de acordo
com a assessoria, nesta terça-feira ela deu aula até às 11h25.
Vídeo
mostra ação
As
imagens do circuito de segurança mostram quando Veridiana chega ao Bairro Santa
Mônica em um carro preto e estaciona. Logo em seguida, o policial vai em
direção a ela e os dois discutem. De repente, a professora começa a correr ao
redor do carro. Ela vai em direção a calçada e é seguida pelo homem, que saca
uma arma. A mulher cai no meio da rua e é atingida por vários tiros. Toda a
ação ocorreu na Avenida Doutor Laerte Vieira Gonçalves, por volta de 11h50.
Depois
do crime, o homem seguiu a pé para a Rua Atílio Valentini, ainda no Bairro
Santa Mônica, há alguns quarteirões do local do crime. Ele se abrigou num bar
onde já havia estado pela manhã. O comerciante João Batista Martins contou que
o homem pediu bebida (cerveja) e falou: "matei minha namorada".
No
bar, o homem ficou até a chegada da polícia, que isolou a região. Um negociador do Gate ficou o tempo todo
conversando com ele, que depois de duas horas foi rendido. Foi utilizado arma
de impulso elétrico para imobilização.
A
mulher chegou a ser foi socorrida com vida e levada para o Hospital de Clínicas
da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Segundo assessoria, ela teve
parada cardíaca e não resistiu aos ferimentos.
Testemunha presencia o crime
A
jornalista Sheila Nogueira contou que passava de carro pelo local no momento do
crime. “Vi ele correndo atrás dela e até pensei que era alguma gravação. Ele
deu um primeiro tiro e depois que ela caiu continuou atirando de perto. Foi
inacreditável. Depois ele saiu caminhando pela rua. Que Deus tenha misericórdia
deste homem e que conforte o coração da mãe da moça”, contou.
G1


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