Bancários rejeitam nova proposta de reajuste salarial e greve continua.
Os
bancários em greve rejeitaram nesta quarta feira (21) a nova proposta de
reajuste salarial feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e vão se manter
em greve, quando haverá nova rodada de negociação a partir das 14 horas desta
quinta feira (22).
A
federação ofereceu hoje reajuste de 8,75%, sem abono. Segundo o Sindicato dos
Bancários a proposta sequer corrige a inflação do período e representa perda
salarial de 1,03%. Nesta terça (20), em reunião no Hotel Maksoud Plaza, no
centro da capital paulista, eles já haviam rejeitado a proposta de reajuste de
7,5% e retirada do abono, feita pela Fenaban.
“A
greve está forte e a expectativa dos bancários é uma proposta melhor. É
importante a retomada das negociações, e que ela continue até que possamos
entrar em acordo”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando
Nacional dos Bancários.
Os
bancários reivindicam aumento de 16% (aumento real de 5,6%), piso salarial R$
3.299,66 e a Participação em Lucro e Resultados de três salários base mais
parcela adicional fixa de R$ 7.246,82. A categoria também pede vales refeição e
alimentação no valor de R$ 788 e melhores condições de trabalho, com o fim das
metas individuais. “Vamos manter a negociação pelo terceiro dia consecutivo.
Esperamos uma proposta condizente aos lucros bilionários dos bancos”, disse
Roberto Von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do
Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e um dos coordenadores do Comando Nacional.
Balanço
feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região mostra que 745
locais de trabalho, sendo 28 centros administrativos e 717 agências fecharam
nesta quarta-feira (21), décimo sexto dia de greve dos bancários. Segundo a
categoria, mais de 55 mil trabalhadores participaram das paralisações.
Agência
Brasil


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