Horário de verão começa à 0h deste domingo.
Entra
em vigor neste fim de semana o horário de verão em dez estados mais o Distrito
Federal. À 0h (meia-noite) de sábado (17) para domingo (18), os moradores devem
adiantar os relógios em uma hora. O horário de verão vai durar até o dia 21 de
fevereiro de 2016.
O
governo federal estima que irá economizar cerca de R$ 7 bilhões com a adoção do
horário de verão. O valor diz respeito aos investimentos que precisariam ser
feitos no sistema elétrico caso a mudança de horário não fosse adotada. Neste
caso, seria necessário atender a uma demanda adicional de 2,6 mil megawatts
(MW) no período, segundo o Ministério de Minas e Energia.
O
horário diferenciado abrange os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.
Entre
os objetivos está a redução da demanda durante o horário de pico, que vai
normalmente das 18h às 21h. Com o horário de verão, a iluminação pública, por
exemplo, é acionada mais tarde, deixando de coincidir com o horário de consumo
da indústria e do comércio.
O
governo explica que o horário de verão possibilita a ampliação do período de
maior consumo, reduzindo o volume de carga de energia nas linhas de
transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição num mesmo momento,
o que reduz os riscos de apagões.
Expectativa de redução do consumo
A
expectativa é chegar a uma redução média de 4,5% na demanda de energia no país
no horário de maior consumo, com economia de 0,5% durante todo o período do
horário de verão. Os patamares são os mesmos do que os registrados em anos
anteriores.
Conforme
o Ministério de Minas e Energia, a economia equivale, aproximadamente, ao
consumo mensal de energia de Brasília (DF), que tem 2,8 milhões de habitantes,
ou à metade do consumo mensal de uma cidade como Curitiba (PR), cuja população
é de 1,7 milhão de pessoas.
Esta
será a 40ª edição do horário de verão no país. A primeira vez ocorreu no verão
de 1931/1932.
Consumo de energia
O
ano de 2015 tem sido marcado pela queda do consumo de energia no país, em meio
a uma atividade econômica em recessão e também à forte alta das tarifas de
energia. Conforme o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz
Eduardo Barata, as projeções do governo já levam em conta este cenário.
Por
conta da escassez de chuvas, que prejudicou o armazenamento nas represas das
principais hidrelétricas do país, o governo vinha mantendo ligadas, até agosto,
todas as térmicas disponíveis desde o final de 2012. Como essa energia é mais
cara, a medida contribuiu para a elevação do valor das contas de luz.
Também
ajudou a aumentar os custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo no
final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%. É que, para
chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de
geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta
disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam
sido totalmente pagos. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, e o custo
tem sido repassado ao consumidor final por meio da elevação das tarifas.
G1


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