Mãe confessa participação na morte do filho em Sumé. Tiraram o sangue da criança.
“Paulistinha
agarrou ele pelas costas e Xana golpeou de faca e colocou a bacia em baixo pra
tirar o sangue. Eu ainda vi ele 'ciscando', todo mundo ficava rindo.” Esse foi
o relato frio e chocante, onde a mãe do pequeno Everton Siqueira Silva, assumiu
a participação na morte da criança, de apenas 5 anos.
Laudenice dos Santos
Siqueira resolveu confessar a participação do assassinato durante depoimento à
polícia nesta sexta, em João Pessoa, depois que soube da confissão de Welligton
Soares Nogueira, conhecido como 'Pai Etinho'.
Segundo
ela, o menino foi para o Boqueirão, onde foi morto, achando que iria pra rua,
brincar. Chegando ao local, ela contou que ficou sentada, enquanto taparam a
boca da criança e o ex-presidiário Denivaldo Santos Silva (Paulistinha) o
agarrou pelas costas. Nesse momento, o padrasto do menino, Daniel Ferreira dos
Santos (Xana), desferiu um golpe de faca e esperou que todo o sangue da criança
caísse na bacia. Depois foi aberto o tórax da criança e decepado o órgão
genital. Segundo Laudenice, durante toda a ação os envolvidos ficavam rindo, o
que demonstra, segundo o delegado Paulo Ênio, a mente doentia dos acusados.
“Eles
enganaram o menino para matá-lo. Ele não teve medo porque estava perto da mãe.
Foi tudo planejado por mentes doentias. Ela mesma enganou a polícia desde o
início, mentindo muito”, disse o delegado. Outro detalhe do relato é que
Laudenice falou que Xana e Paulistinha eram acostumados a fumar crack juntos. A
mãe ainda admitiu que a irmã de Everton, Even, que tem uns 8 anos de idade,
também seria morta.
O
delegado ainda esclarece que o homem com problemas mentais, que era apontado
como um dos suspeitos, não tinha nada a ver com o caso e era inocente. Ele foi
encontrado morto na noite da quinta-feira (15) dentro de uma cela no Complexo
Penitenciário de Jacarapé, conhecido como PB1 e PB2, em João Pessoa.
"O
padrasto mentiu em seu depoimento quando disse que viu o deficiente mental
próximo ao corpo da criança no matagal. O padrasto queria colocar a culpa neste
homem, mas quando viu que a versão deles estava caindo por terra, resolveu
estrangular ele dentro da cela", contou.
A
Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) informou por meio de
nota à imprensa que o homicídio aconteceu na noite da quinta-feira. Os agentes
de plantão foram acionados na madrugada desta sexta-feira, pouco depois da
meia-noite, e logo após constatarem o ocorrido na cela 6 do pavilhão 3 do PB2,
o Samu foi acionado, sendo confirmada a morte. Depois disso, a direção da
unidade acionou a Delegacia de Homicídios. A investigação do caso também está
sendo acompanhada pela Gerência do Sistema Penitenciário (Gesipe).
Ainda
não foi confirmado qual era o intuito dos suspeitos em fazer este suposto
ritual. De acordo com o delegado, apenas esta parte do crime ainda não foi
solucionada, mas em relação à autoria do crime tudo está desvendado.
O
homem preso nesta sexta-feira contou à polícia que foram usados no crime a
faca, uma maquita, um tipo de serra utilizada para cortar cerâmica e um balde.
"Em 15 anos como policial, eu nunca tinha conhecido pessoas tão frias como
essas", afirmou o delegado.
Polícia
investiga se o sangue da criança foi tirado por encomenda
Segundo
o delegado Paulo Ênio, a polícia agora investiga qual a motivação da morte da
criança. “Durante o depoimento, a mãe afirmou que 'suspeitava que o sangue do
menino iria ser oferecido e não bebido'. Por isso, é provável, que haja mais
pessoas envolvidas no caso”, relatou. Um dos indícios investigados pela Polícia
é o fato do 'Pai Etinho' ter viajado logo após o crime, quando ele pode ter
levado o sangue para algum lugar. A hipótese ainda não foi confirmada pela
polícia, mas as investigações continuam e o acusado deve ser ouvido na próxima
segunda-feira, quando mais provas forem reunidas.
Com
JPOnline e G1



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