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Polícia investiga se sangue do menino de Sumé foi vendido.


Laudo indica que menino de Sumé morreu de traumatismo craniano.

Um traumatismo craniano e um corte no pescoço causaram a morte da criança de 5 anos em Sumé, segundo laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC) entregue à Polícia Civil na quarta-feira (21). A vítima foi encontrada morta na terça-feira (13) em um matagal com o tórax aberto e o pênis decepado. De acordo com o delegado que investiga o caso, João Joaldo, a polícia continua procurando mais um suspeito de participação do crime.

O delegado explica que, segundo o laudo, aconteceu uma série de fatos. "O laudo diz que a criança sofreu pancadas na cabeça, depois ela foi vítima de esgorjamento e em seguida teve o tórax aberto", explicou, completando que nenhum órgão da criança foi retirado.

João Joaldo afirma que uma vasilha foi usada para armazenar o sangue do menino durante o ritual de sacrifício. "Eles colocaram uma vasilha para ir guardando o sangue durante todo o ritual de sacrifício e agora nós queremos saber onde está esse sangue", diz.

As investigações apontam que uma quinta pessoa pode estar envolvida no crime. O delegado diz que os quatro suspeitos que estão presos queriam retirar o sangue apenas para vender. Em depoimento, um deles disse que o sangue de uma criança pode ser vendido por até R$ 10 mil.

Sangue da criança
Segundo o delegado Paulo Ênio, a polícia investiga a motivação da morte da criança. “Durante o depoimento, a mãe afirmou que suspeitava que o sangue do menino iria ser oferecido e não bebido. Por isso, é provável, que haja mais pessoas envolvidas no caso”, relatou.

"Este homem que confessou tudo, o padrasto, a mãe e o vizinho que está preso pegaram a criança e levaram ela até um riacho, onde fizeram todo o ritual de sacrifício. O menino foi banhado e, usando uma faca de seis polegadas, o padrasto abriu o tórax da criança. O que leva a crer que foi um ritual de magia negra é que o pênis da vítima foi decepado", explicou o delegado Paulo Ênio.

Depoimento da mãe
A mãe da criança de 5 anos prestou depoimento à polícia na sexta-feira (16) e teria assumido que presenciou a morte do menino. Segundo a polícia informou, a mãe contou que os suspeitos riram durante a ação. Ela teria falado também que o menino 'ciscava' enquanto era esfaqueado. “Um homem o agarrou pelas costas e o padrasto o golpeou de faca", disse em depoimento.

Segundo a polícia, a mãe teria confessado a participação no assassinato durante depoimento dado depois que soube da confissão de um outro suspeito do crime. Ela ainda teria admitido que a irmã da criança, que tem sete anos de idade, também seria morta.




G1

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