Prefeitos da PB vendem prédios e terrenos para pagar dívidas.
Em
tempos de arrocho nos cofres públicos, prefeituras paraibanas têm recorrido à
venda de prédios e terrenos pertencentes ao município para quitar os débitos e
manter o funcionamento da máquina pública. Pelo menos quatro gestores
municipais estão se desfazendo do patrimônio da prefeitura para pagar débitos
previdenciários, tocar obras paradas conveniadas com o governo federal, mas que
exigem contrapartida, ou simplesmente renovar a frota de veículos. O total que
pode ser arrecadado com a venda dos imóveis chega a R$ 2.157.936,36.
Em
Santa Luzia, o prefeito Ademir Morais (PSDB) pretende vender dois terrenos para
gerar caixa para o município, por meio de concorrência pública. A sessão para
apresentação de propostas foi remarcada para o dia 25 de novembro, já que na
primeira não apareceu compradores. Um dos terrenos, no bairro Nossa Senhora de
Fátima, tem valor estimado em R$ 304.926,66. O outro, no valor de R$
299.644,74, fica próximo ao açude Padre Ibiapina. Conforme o edital, os
terrenos podem ser comprados à vista, sendo que deve ser pago 50% no ato da
compra e o restante dividido em 2 parcelas.
Do
total que será arrecadado com o negócio, segundo Moraes, 60% será destinado a
quitar débitos previdenciários e 40% para serem usados com a saúde. “Vamos usar
para recuperar unidades básicas de saúde e reequipar a frota, pagar despesas
com peças que precisam ser trocadas”, justificou o prefeito, que antecipou que
no próximo dia 5 de novembro deve anunciar cortes para conter a crise
administrativa.
Após
inúmeras tentativas de alienação, sem que aparecesse compradores interessados,
a prefeitura de Aguiar, no Vale do Piancó, conseguiu vender dois dos três
imóveis postos à venda através de leilão público. A alienação foi homologada no
último dia 2 de setembro, após os valores dos prédios serem reavaliados para
menos, como forma de atrair compradores.
Um
deles é um prédio que estava avaliado, em março deste ano, em R$ 180 mil. Com
sessões desertas, o prédio foi reapresentado em um novo edital, desta vez com
valor inicial de R$ 145 mil, e acabou sendo vendido a José Liandro Neto por R$
157.200,00. Um outro prédio, também localizado no Centro, foi cotado
inicialmente em R$ 80 mil. No segundo edital baixou para R$ 65 mil e acabou
sendo adquirido por dois compradores, Geraldo Magela e Clementino de Sousa, por
R$ 72,8 mil.
JPOnline


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