Dilma sanciona com um veto lei que regulamenta o direito de resposta.
A
presidente Dilma Rousseff sancionou com um veto o projeto de lei aprovado pelo
Congresso que regulamente o direito de resposta a quem se sentir ofendido por
algum veículo de imprensa. A sanção foi publicada nesta quinta-feira (12) no
"Diário Oficial da União".
Dilma
vetou, no texto enviado pelo Congresso, o trecho que previa que a pessoa
ofendida pudesse "dar a resposta ou fazer a retificação pessoalmente"
no rádio ou na TV. Na justificativa para o veto, a presidente disse que “ao não
definir critérios para a participação pessoal do ofendido, o dispositivo
poderia desvirtuar o exercício do direito de resposta ou retificação".
Na
tramitação do projeto no Congresso, o trecho que previa a retratação feita
pessoalmente foi incluído pelos senadores, depois retirado pelos deputados, na
Câmara, e por fim reinserido no Senado.
Pela
nova lei, o direito de resposta será garantido quando uma reportagem m atentar,
“ainda que por equívoco de informação, contra a honra, a intimidade, a
reputação, o conceito, o nome, a marca ou a imagem de pessoa física ou jurídica
identificada ou passível de identificação”.
Pelo
projeto aprovado, o reclamante tem 60 dias a partir da veiculação da reportagem
para solicitar o direito de resposta diretamente ao órgão de imprensa ou à
pessoa jurídica responsável. Caso a resposta não seja publicada sete dias após
o pedido, o reclamante poderá recorrer à Justiça.
A
partir do ajuizamento da ação, o juiz terá 30 dias para proferir a sentença.
Nesse período, vai citar o órgão de imprensa para que explique as razões pelas
quais não veiculou a resposta e para que seja apresentada a contestação à
reclamação.
Ao
ofendido, é garantido direito de publicação da resposta com os mesmos
“destaque, publicidade, periodicidade e dimensão” da reportagem, tanto no
veículo que originalmente divulgou a reportagem quanto em outros que a tenham
replicado. O texto não assegura resposta a comentários feitos por leitores,
como os que são publicados por internautas.
G1


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