Servidores tentam bloqueio de contas de prefeituras para garantir salários.
Com
as contas vazias e cansados de esperar uma solução do poder público, servidores
de pelo menos 20 municípios da Paraíba recorreram à Justiça para garantir,
através do bloqueio de recursos das prefeituras, o pagamento de salários
atrasados. A informação é da Federação dos Trabalhadores em Serviços Públicos
Municipais do Estado da Paraíba (Fespem-PB), que está orientando todos os
sindicatos locais a adotarem a mesma providência onde for verificado débito ou
atraso recorrentes na quitação das folhas de pagamento.
“Nós
não toleramos esse tipo de atraso. Em princípio, o que fazemos é procurar o
gestor para saber o que está acontecendo e se o pagamento será realizado.
Havendo um compromisso de pagar nos dias seguintes, há de se aguardar, mas,
passando o quinto dia útil, e de forma reiterada, não há o que pensar: a
orientação é procurar a Justiça e entrar com pedido de mandado de segurança
para bloquear os recursos até o pagamento dos salários”, destacou o presidente
da Fespem-PB, Mariano Vito.
Segundo
ele, entre os 20 municípios que já foram acionados na Justiça estão Curral de
Cima (região da Mata), que não pagou parte do mês de setembro, nem outubro,
Carrapateira (Sertão), onde os servidores não recebem há dois meses, e Caaporã
(Mata) que, segundo Mariano, frequentemente paga a folha com atraso.
Outra
opção encontrada pelos servidores é pedir o auxílio do Ministério Público da
Paraíba (MPPB) para conseguir a regularização dos salários. É o caso dos
servidores do município de Baía da Traição, que procuraram o promotor José
Raldeck Oliveira para comunicar os débitos. Segundo ele, os trabalhadores
relataram que há casos de até três meses de atraso.
“Irei
instaurar procedimento administrativo, irei ouvi-los, e irei comunicar o
Tribunal de Contas do Estado sobre essa questão do atraso. Se possível irei
ingressar com uma ação civil pública pedindo bloqueamento dessas verbas para
assegurar o pagamento dos servidores porque não existe explicação para isso”,
comunicou.
Desculpas
e consequências
PREJUÍZOS
De
acordo com as entidades de classe, pelo menos 50 prefeituras estão atrasando os salários dos servidores,
prejudicando cerca de 30 mil
profissionais no Estado
JUSTIFICATIVAS
Os
prefeitos alegam que a redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)
prejudicou o caixa dos municípios, o que
deve impactar também o 13º salário.
JUDICIALIZAÇÃO
Dos
50 municípios que estão com os salários atrasados, em pelo menos 20 os servidores estão pedindo na
Justiça o bloqueio das contas para o
pagamento dos vencimentos.
JPonline


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