Grupo de paraibanos é resgatado de trabalho escravo na Bahia.
![]() |
| Imagem ilustrativa |
Um
grupo de 16 trabalhadores paraibanos foram resgatados por auditores do
Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) em condições degradantes na
cidade de Lamarão, próximo à Feira de Santana, na Bahia. Eles estavam sendo
transportados dentro do baú de um caminhão e viajam deitados no assoalho do
veículo, acomodados juntos a mercadorias, sujeitos à asfixia e esmagamento pela
carga. A situação foi caracterizada pelo MTPS como análoga à escravidão. Os
detalhes do resgate, que aconteceu na sexta-feira (27), foram divulgados nesta
terça-feira (2).
A
operação, realizada durante a madrugada, contou com o apoio da Polícia
Rodoviária Federal (PRF). De acordo com os auditores, o baú do veículo estava
com 80% da área ocupada por mercadorias e os trabalhadores ocupavam o espaço
que sobrava. A ventilação era insuficiente, uma vez que existiam apenas duas
janelas de pequenas dimensões para a circulação de ar. Dois trabalhadores que
estavam na cabine do veículo eram menores de 18 anos.
Segundo
o MTPS, os resgatados foram aliciados na cidade de Malta, na Paraíba, pelo dono
do caminhão, e seriam transportados até a cidade de Governador Valadares, em
Minas Gerais, juntamente com as mercadorias a serem vendidas no local de
destino. A previsão era de que eles permanecessem em torno de quatro meses no
Estado vendendo redes, tapetes e artesanatos.
Os
auditores fiscais providenciaram o retorno dos trabalhadores em uma van de
Lamarão até a Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE) em Feira de
Santana para os procedimentos de praxe, depoimentos dos envolvidos, cálculo das
verbas rescisórias e o fornecimento dos requerimentos de seguro-desemprego dos
trabalhadores resgatados. Os custos com
hospedagem, alimentação e transporte para a localidade de origem ficaram a
cargo do dono do caminhão, que se deslocava juntamente com os trabalhadores.
As
irregularidades constatadas pela equipe fiscal do MTPS motivaram a aplicação de
penalidade administrativa por meio da lavratura de autos de infração e
posterior encaminhamento aos órgãos competentes para a apuração de punições
civis e penais.
JPOnline


Nenhum comentário