Prefeita ostentação é denunciada pelo MP.
A
ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite, o ex-marido Humberto Dantas e o
ex-secretário municipal de agricultura, foram denunciados criminalmente pelo
Ministério Público federal em razão de desvios de recursos federais destinados
à merenda escolar, fraude licitatória e associação criminosa.
A
denúncia se baseou na prática de crimes do desvio de R$ 239.324 de recursos
federais destinados a merenda escolar (verbas oriundas do Programa Nacional de
Alimentação Escolar – PNAE/2013), além de fraude licitatória e associação
criminosa.
Como
o caso corre em segredo de Justiça, o MPF requisitou o compartilhamento das
provas para embasar futura ação de improbidade contra os denunciados, bem como
solicitou o encaminhamento de cópia dos autos à Polícia Federal para
instauração de novo inquérito policial para investigar outras irregularidades.
Improbidade Administrativa
A
Prefeitura de Bom Jardim entrou com seis ações por improbidade administrativa
no Fórum de Justiça da cidade, e outras seis representações criminais no
Ministério Público contra a ex-prefeita Lidiane Leite. Segundo o coordenador da
auditoria realizada nas contas da gestão Lidiane, em todos os setores foram
encontradas irregularidades.
Bens bloqueados
A
pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o bloqueio dos bens da
ex-prefeita até o limite de R$ 4 milhões e 100 mil por fraude em processos
licitatórios para a contratação de empresa locadora de veículos e outro para
reformas em escolas na sede e na zona rural de Bom Jardim.
Entenda o caso
Lidiane
Leite ficou presa por 12 dias no quartel do Corpo de Bombeiros do Maranhão
(CBM), após se entregar na sede da Polícia Federal, em São Luís. Ela ganhou a
liberdade depois que o juiz José Magno Linhares, titular da 2ª Vara da Justiça
Federal no Maranhão, decidiu revogar a prisão preventiva da ex-prefeita.
Ela
é investigada pelo desvio de verbas destinadas à educação e irregularidades
encontradas em contratos firmados com “empresas-fantasmas”, mas a defesa nega
que a ex-prefeita tenha praticado os atos.
Monitoramento
De
acordo com a decisão da Justiça, Lidiane precisa ser monitorada por
tornozeleira eletrônica, está proibida de frequentar a Prefeitura de Bom Jardim
e só poderá se ausentar de São Luís, onde decidiu fixar residência, mediante
autorização judicial. As medidas são para evitar a fuga dela, tendo em vista
que ficou foragida por 39 dias depois de ter sua prisão decretada.
G1


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