Câmara conclui votação e MP da Reforma do Ensino Médio vai ao Senado.
Com a inclusão da
obrigatoriedade das disciplinas de educação física, arte, sociologia e
filosofia na Base Nacional Comum Curricular, a Câmara dos Deputados concluiu
nesta terça-feira (13) a votação da Medida Provisória (MP) 746/16, que trata da
reformulação do ensino médio. O texto-base foi aprovado na semana passada, mas
ainda era necessário votar os destaques que pretendiam modificar partes da
proposta. O texto segue agora para o Senado.
A inclusão das disciplinas
foi o único ponto alterado no texto da MP na tarde dessa terça-feira. Os
deputados rejeitaram os demais destaques. Durante toda a tramitação da MP na
comissão especial foram apresentadas ao texto encaminhado pelo governo 570 emendas.
A proposta é considerada polêmica por mexer em toda a estrutura de aprendizagem
do ensino médio.
Sociologia
e filosofia
Entre outros pontos, a
proposta aprovada na Câmara ampliou de 50% para 60% a composição do currículo
da etapa preenchido pela Base Nacional Comum. Os 40% restantes serão destinados
aos chamados itinerários formativos, em que o estudante poderá escolher entre
cinco áreas de estudo: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências
humanas e formação técnica e profissional.
O texto, aprovado no
último dia 30 na comissão mista que analisou a matéria, incluiu artes e
educação física entre as disciplinas obrigatórias para o ensino médio. Essas
disciplinas, junto com sociologia e filosofia, fazem parte da atual grade
curricular, mas tinham sido suprimidas no texto da MP encaminhado pelo Palácio
do Planalto.
O destaque aprovado em
plenário, de autoria do deputado André Figueiredo (PDT-CE), mantém a
obrigatoriedade da filosofia e da sociologia, mas não determina especificamente
se elas deverão ser oferecidas nos três anos da etapa. Anteriormente, o
plenário rejeitou uma emenda da senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) que
pretendia tornar filosofia as disciplinas obrigatórias desde o 1° até o 3° ano
ensino médio.
O projeto prevê ainda que
os estudantes escolham a área na qual vão se aprofundar já no início do ensino
médio. Foi mantida no texto a permissão para que profissionais com notório
saber, ou seja, sem formação acadêmica específica na área, possam dar aulas no
ensino técnico e profissional.
A proposta também
estabelece uma meta intermediária de ampliação da carga horária para pelo menos
mil horas anuais no prazo máximo de cinco anos para todas as escolas do ensino
médio. A MP prevê ainda que o governo federal amplie de quatro para dez anos o
prazo de repasse de recursos federais aos estados para apoiar a ampliação da
carga horária.
Agência Brasil


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