Duas clínicas odontológicas são interditadas em João Pessoa.
O Programa de Proteção e
Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon) em ação
conjunta com a Anvisa Federal; Agevisa, Gerência de Vigilância Sanitária de
João Pessoa (GVS), Conselho Regional de Odontologia (CRO), Corpo de Bombeiros;
Polícia Civil; representante da OAB/PB e Fisco Estadual interditaram nesta
terça-feria (13) duas clínicas odontológicas na Capital e um dentista foi preso
por falsificação de implantes.
O caso mais grave ocorreu
no Centro Paraibano de Reabilitação Oral (Cenpro), localizada no bairro de
Tambaú, onde um dentista foi preso porque foram encontrados implantes
falsificados e implantes vencidos.
A prisão ocorreu com base
no artigo 273 do Código Penal que trata do crime de falsificação, corrupção,
adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou
medicinais. A clínica foi interditada por falta de condições sanitárias.
A outra clinica interditada
foi o Núcleo de Estudos e Aperfeiçoamento Odontológico (Neao), uma clínica
escola que trabalha com especialidades odontológicas e cursos de graduação e
pós-graduação que fica localizada no bairro do Cabo Branco na Capital.
De acordo com o promotor
de Justiça e diretor do MP-Procon, Glauberto Bezerra, várias irregularidades
foram detectadas pelas equipes de fiscalização e segurança.
“No momento a clínica será
interditada. Foram encontrados medicamentos vencidos, condições de
acessibilidades precárias, além de equipamentos sem segurança necessária”,
disse acrescentando que a Polícia vai instaurar inquérito para apurar o fato.
A equipe do Corpo de
Bombeiros interditou a parte superior da clínica onde funciona a parte teórica
por causa de irregularidades detectadas, principalmente com relação à
acessibilidade e segurança, e deu um prazo de 15 dias para corrigir essas
questões . O CRO encontrou irregularidades na documentação dos alunos, muitos
atuando em pós-graduação sem apresentar registro de inscrição no órgão.
Já a GVS interditou a
parte da escola que funciona no térreo por encontrar material de trabalho e
medicamentos vencidos, esterilizações precárias em alguns equipamentos que são
utilizados em procedimentos dentários, entre outros processos de higienização.
A equipe do Fisco Estadual
estipulou também prazo para que os responsáveis apresentem todas as
documentações dos equipamentos que estão em uso, na clínica.
Redação com Ascom


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