No Nordeste, Temer diz que municípios também receberão recursos da repatriação.
O presidente Michel Temer
anunciou hoje (9), em viagem ao Nordeste, que, assim como os estados, os
municípios também irão receber parte do montante da multa obtida pelo governo
com o programa de repatriação (programa de regularização de ativos no
exterior). Até então, apenas os governadores, que fecharam acordo com a União,
seriam beneficiados.
O montante a ser repassado
às prefeituras gira em torno de R$ 6 bilhões - o equivalente a 22,5% de Fundo
de Participação dos Municípios, mais dois pontos percentuais de adicional, além
da cota do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação [Fundeb], mesma lógica usada na repartição
do imposto de renda.
“Vocês sabem que tem uma
verba expressiva que vem, especialmente, para os estados do Nordeste. E, além
disso, muito recentemente, decidimos que também, no tocante à multa sob a qual
havia uma dúvida, esta multa será partilhada também com os governadores. E até
devo registrar, acho que é o primeiro momento que falo disso, também com os
municípios. Os municípios também estão em dificuldades muito grandes e esta
verba será dividida também com os municípios”, disse Temer a jornalistas após
visita a obras de transposição do Rio São Francisco, no município de Floresta
(PE).
Durante as negociações, o
ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a dizer que, para receber parte
da multa obtida pela repatriação, os prefeitos teriam que recorrer à Justiça.
Acordo governadores
Na última quarta-feira
(7), os representantes dos estados e a equipe econômica fecharam um acordo para
executarem um programa de ajuste fiscal em troca do recebimento de cerca de R$
5 bilhões da multa da repatriação. Os termos do acordo ficaram mais brandos que
a proposta original da equipe econômica.
Pelo acordo, formalizado
perante o Supremo Tribunal Federal (STF), os governadores se comprometeram a
desistir das ações judiciais que cobravam 21,5% da multa de 15% cobrada dos
contribuintes que regularizaram recursos no exterior. Eles também firmaram
compromisso de adotar o teto de gastos públicos por dez anos, podendo ser
prorrogado por mais dez.
Agência Brasil


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