Prefeitos deixam crise de lado e tratam como boa a situação financeira dos municípios.
Há
quase dois anos o discurso da maioria dos prefeitos paraibanos é um só: a
crise. as reclamações eram constantes e servia como justificativa para tudo em
seus municípios, desde obras paradas até salários atrasados. Porém, a tão
famigerada crise financeira que era tão presente e forte parece que está
passando e, ao contrário do que alguns podiam pensar, 2016 não terminará com
contas atrasadas em muitas prefeituras. Pelo menos é o que afirmam alguns
prefeitos paraibanos que compareceram nesta quinta-feira (01) à cerimônia de
entrega do Selo Unicef Município Aprovado Edição 2013-2016. Segundo alguns
gestores, tanto o salário, como o 13º salário, serão pagos em dia.
Um
dos prefeitos que falou que a situação financeira de seu município está boa,
foi o da cidade de Frei Martinho, Aido Lira (PSB). “(Situação financeira) Muito
boa. Estamos com o funcionalismo em dia, 13º garantido. É uma obrigação e nós
conseguimos separar o que é de assistência ao povo do pagamento de servidores.
Então em Frei Martinho, diferente de muitos municípios, a situação está ótima
financeiramente”, diz.
Outro
que engrossou o coro foi gestor de Bernadino Batista, Gervásio Gomes (PSB).
Segundo ele, o município está no primeiro lugar em gestão fiscal no estado da
Paraíba. “Hoje nós somos primeiro em gestão fiscal na Paraíba. Nós já pagamos
metade do 13º salário no meio do ano e estamos pagando a outra metade no
próximo dia 5, os recursos já estão reservados. Cumprindo rigorosamente com as
nossas obrigações, pagamos dentro do mês trabalhado, e se Deus quiser vamos
fechar o ano de 2016 pagando a folha dentro do mês trabalhado. As finanças
estão bem, acredito até que dará para cumprir todas as obrigações com os
fornecedores e ainda sobrar um dinheiro em caixa para começar 2017 com
recursos”, afirmou.
Por
outro lado, alguns prefeitos reconheceram que a situação está difícil, mas
garantiram que irão honrar com os compromissos. Um deles foi o gestor da cidade
de Bananeiras, Douglas Lucena (PSB).
“(A
situação) Extremamente difícil. Nós vamos honrar o compromisso do 13º dos
servidores efetivos, mas nós já fizemos um corte muito vigoroso, de
gratificações. Já afastamos muito dos servidores comissionados, quase todos.
São medidas que são muito duras, que terminam dificultando alguns serviços, mas
que precisam ser tomadas sob pena de 3 ou 4 meses os municípios entrarem em
colapso. Creio que as medidas que estamos tomando lá, são as medidas dos
responsáveis, dos conscientes, coerentes com a administração pública e isto em
um quadro totalmente adverso, em que os municípios são dependentes demais dos
repasses constitucionais. Eu vislumbro 2017 como um ano muito difícil e estas
medidas vão se prolongar para poder dar o mínimo de sobrevivência
administrativa às gestões. Se não fizermos assim, as ações mais simplórias que
os municípios têm que fazer por obrigação, não vão conseguir fazer e este um
retrato da realidade nacional”, explicou.
Outro
que lamentou a atual situação foi o prefeito de Damião, Lucildo Fernandes
(PSB). “Muito crítica, mas com muita responsabilidade, se Deus quiser a gente
está programado para fechar este mandato, não só este ano, com todas as
obrigações da prefeitura pagas. Com 13º e salário em dia, esse é o nosso
objetivo. Não está fácil, a gente enfrenta uma seca de cinco anos no meu
município, que dá uma despesa enorme só com essa questão, e aí com
responsabilidade, a gente vai manter este compromisso de fechar a gestão com a
folha e o 13º”, finalizou.
Jornal
Correio


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