Casos de chikungunya devem voltar a subir neste ano.
Os casos de dengue e Zika
no Brasil devem se manter estáveis neste ano em relação ao ano passado,
enquanto as infecções por chikungunya devem aumentar ainda mais. Este é o cenário
previsto por especialistas do Ministério da Saúde para 2017.
Dados da pasta revelam
que, em 2016, foram registrados 1,4 milhão de casos de dengue contra 1,6 milhão
no ano anterior, além de 211 mil casos prováveis de infecção por Zika (não há
comparativo com o ano anterior porque os dados só começaram a ser coletados em
outubro de 2015).
Em relação à febre
chikungunya, os registros apontam para 263 mil casos em 2016 contra 36 mil no
ano anterior – um aumento de cerca de 620%.
“O mosquito pica alguém,
recebe o vírus e passa para outra pessoa. Como cresceu o número de pessoas que
têm [o vírus], entendemos que haverá uma ampliação [dos casos]”, explicou o
ministro da Saúde, Ricardo Barros.
A
doença
A febre chikungunya é uma
doença infecciosa febril que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti
e Aedes albopictus. O termo significa “aqueles que se dobram” em swahili, um
dos idiomas da Tanzânia, e refere-se à aparência curvada de pacientes que foram
atendidos na primeira epidemia documentada no Leste da África entre 1952 e
1953.
O Ministério da Saúde
definiu que devem ser considerados casos suspeitos todos os pacientes que
apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC, dor articular ou artrite
intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas
quais o vírus circula de forma contínua.
Os sintomas podem ter
início entre dois e dez dias após a picada, sendo que o prazo pode chegar a 12
dias. O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas
tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com
doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.
Agência Brasil


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