Um ano após anúncio, repelentes não foram entregues a grávidas do Bolsa Família.
Um ano após o anúncio
feito pelo governo federal, os repelentes prometidos a grávidas beneficiárias
do Programa Bolsa Família ainda não começaram a ser entregues. O pregão para a
compra dos produtos foi feito em dezembro do ano passado e o processo de licitação
está em andamento.
A expectativa do
Ministério da Saúde é de que, uma vez concluída a fase da licitação, os
repelentes passem a ser entregues cerca de 15 dias depois. Ainda segundo a
pasta, a burocracia comprometeu a agilidade do processo, já que houve
dificuldade em encontrar empresas com capacidade de fornecer o produto em
grandes quantidades.
Diante dos entraves, a
nova previsão do governo federal é que os repelentes comecem a ser distribuídos
no fim deste mês – cerca de um mês após o início do verão, período em que as chuvas
intensas contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. O vetor
transmite os vírus da dengue, febre chikungunya e Zika.
O
anúncio
Em janeiro de 2016, o
governo federal anunciou que distribuiria gratuitamente repelentes a grávidas
que participam do Programa Bolsa Família. A ação buscava intensificar o combate
ao mosquito, responsável pelo aumento dos casos de microcefalia no país.
O ministro da Saúde à
época, Marcelo Castro, informou que iria se reunir com fabricantes de
repelentes para estudar a viabilidade de fornecer a quantidade necessária.
Segundo ele, o governo trabalha com o número médio de 400 mil gestantes aptas a
receber o produto em todo o país.
O
decreto
Em abril do ano passado, a
então presidente Dilma Rousseff assinou decreto que instituía o programa de
prevenção e proteção individual de gestantes em situação de vulnerabilidade
socioeconômica contra o Aedes aegypti.
De acordo com a
publicação, se caracterizam como em situação de vulnerabilidade socioeconômica
as gestantes que integram famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família.
A definição de quais os
insumos que seriam adquiridos e distribuídos ficaria a cargo do Ministério da
Saúde que, conforme o decreto, atuaria de forma conjunta com o Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome para a implementação do programa.
Agência Brasil


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