TSE confirma verba de R$ 2,5 bi para partidos financiarem campanhas.
O plenário do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quinta-feira (3) que os partidos terão
ao menos R$ 2,5 bilhões para o financiamento de campanhas nas eleições deste
ano. A confirmação foi feita após consulta do deputado federal Augusto Carvalho
(SD-DF).
O parlamentar perguntou ao
TSE se haveria desvio de finalidade ou abuso de poder econômico se uma legenda
utilizasse verbas do Fundo Partidário para financiar as campanhas de seus
candidatos, mesmo após o Congresso ter criado, no ano passado, um Fundo
Eleitoral no valor de R$ 1,7 bilhão para financiar as candidaturas.
O relator da consulta,
ministro Tarcísio Vieira, respondeu que “ressalvado o controle quanto ao
emprego desse numerário na prestação de contas”, o uso do Fundo Partidário para
financiar as eleições “não caracteriza desvio de finalidade nem abuso do poder
econômico”.
O orçamento aprovado para o
Fundo Partidário neste ano é de R$ 888,7 milhões, cuja distribuição é
proporcional ao tamanho da bancada de cada legenda na Câmara dos Deputados. O
dinheiro é utilizado para o custeio dos partidos políticos, que devem aplicar
ao menos 20% dos recursos para a manutenção de suas fundações e outros 5% para
fomentar a participação das mulheres na política.
O uso do Fundo Partidário
foi permitido em pleitos anteriores e já estava previsto em uma resolução
aprovada no ano passado no TSE, mas Tarcísio Vieira resolveu responder à
consulta por achar que a questão merecia “maior explicitação”.
Em seu voto, o ministro
descreveu ainda como “dramática” a situação dos partidos após a proibição das
doações para campanhas por pessoas jurídicas. Ele lembrou que nas últimas
campanhas presidenciais foram utilizados mais de R$ 7 bilhões pelos candidatos,
sendo que 95% dos recursos eram oriundos de empresas, e apenas 3% do Fundo
Partidário e 2% de pessoas físicas.
No caso de uma consulta, não
há votação entre os ministros, mas todos referendaram a resposta do relator.
“Havia o financiamento privado, que foi visto como uma técnica muito deletéria,
que contaminou o meio político, houve uma cooptação do poder político pelo
poder econômico e agora o fundo eleitoral vem suprir isso. À época se tinha
fundo partidário mais financiamento privado. Agora tem fundo partidário mais
financiamento público”, disse o ministro Luiz Fux, presidente do TSE.
Agência Brasil


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