Três famílias Venezuelanas chegaram a Caicó RN, neste sábado, 16.
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Grupo de venezuelanos foi
acolhido no RN no abrigo das Aldeias Infantis SOS
O Rio Grande do Norte
recebeu neste sábado (12) um grupo de 12 venezuelanos inscritos no programa de
interiorização dos imigrantes que estão solicitando refúgio país. As três
famílias, compostas por cinco adultos e sete crianças, fazem parte da terceira leva
que chega ao estado. Os primeiros participantes do programa desembarcaram em
outubro do ano passado no estado. Eles foram acolhidos em Caicó, na região
Seridó potiguar.
O novo grupo chegou a Natal
em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) por volta das 10h20 e foi
levado a Caicó pelas equipes do 1º Batalhão de Engenharia de Construção do
Exército, chegando ao município por volta das 15h30, sendo acolhidos no abrigo
da organização humanitária internacional ‘Aldeias Infantis SOS', que faz parte
do programa.
De acordo com Francisco
Santiago Júnior, coordenador do abrigo e gestor do programa no estado, o grupo
entrou em vagas abertas pela saída de outros venezuelanos, que já alcançaram
autonomia, através do trabalho, e conseguiram deixar o abrigo.
"À medida que aqueles
que chegaram antes vão encontrando uma condição de autonomia, de oportunidades
de interiorização, eles são desligados do programa, vão dar seguimento à sua
vida e novos grupos virão", diz.
De acordo com ele, as 60
vagas do abrigo estão ocupadas. Desde a chegada do primeiro grupo, um total de
32 pessoas já foram desligadas do programa. São venezuelanos que passaram por
cursos, se qualificaram, aprenderam novas profissões e conseguiram emprego e
autonomia para deixar o abrigo, segundo Santiago.
O primeiro grupo com 60
venezuelanos chegou em outubro de 2018. O segundo grupo, formado pela mesma
quantidade de pessoas e famílias que este terceiro desembarcou em dezembro no
estado.
A interiorização busca
ajudar solicitantes de refúgio e de residência no país, que estão fugindo da
crise da Venezuela, a encontrar melhores condições de vida em outros estados
brasileiros além de Roraima, que faz fronteira com o país. Todos aceitam,
voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de
saúde e regularizados no Brasil – inclusive com CPF e carteira de trabalho.
A iniciativa tem o apoio da
Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações
(OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Por G1 RN


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