Cuité, Baraúna, Nova Palmeira e outros municípios receberão médicos do Mais Médicos pelo Brasi. Confira a lista:
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| Foto: Divulgação |
Novo edital do Mais Médicos
prevê 57 vagas para a Paraíba e beneficiará 42 municípios.
A Paraíba tem 57 vagas
reservadas pelo Edital nº 4 do Mais Médicos, publicado nesta semana no Diário
Oficial da União. Segundo o documento, as vagas visam a atuação em 42
municípios do estado.
Todos as cidades previstas
para serem atendidas na Paraíba devem receber pelo menos um profissional nesta
fase do programa. A capital João Pessoa lidera a lista, com oito vagas; seguida
de Campina Grande, com quatro; e de Cajazeiras, com três. Outros três
municípios — Bonito de Santa Fé, Cabedelo e Taperoá — terão duas vagas.
O edital prevê a adesão ou
renovação de municípios e do Distrito Federal no programa e reserva 6.252 vagas
para serem preenchidas em 2.074 municípios, das 27 Unidades da Federação, para
atuação pelo período de quatro anos incluindo mil postos inéditos para a
Amazônia Legal. No Nordeste, lideram a lista os estados do Ceará, com 330
vagas, Bahia (303), Maranhão (263) e Pernambuco (173).
REGIÕES — No recorte
regional, a Região Sudeste detém o maior número de vagas do país, com 1.848
profissionais voltados para 497 municípios. A Região Norte reúne 1.539 vagas
destacadas para atuação em 294 cidades. No Nordeste, são 1.346 vagas e 641
municípios. A Região Sul concentra 1.114 vagas em 481 localidades e a
Centro-Oeste, 405 vagas para 161 cidades.
ESTADOS — De acordo com o edital, oito estados têm previsão de receber mais de 300 vagas do programa. São eles: São Paulo (1.043), Pará (644), Rio Grande do Sul (552), Amazonas (478), Minas Gerais (402), Paraná (338), Ceará (330) e Bahia (303).
MUNICÍPIOS — Na esfera dos
municípios atendidos, Manaus (AM) detém o maior número de vagas. Para a capital
do Amazonas estão previstos 256 profissionais. São Paulo aparece na sequência,
com 150 vagas. Na lista das dez cidades com mais vagas ainda aparecem Boa Vista
(RR), com 134; Fortaleza (CE), com 91; Rio de Janeiro (EM), com 79; Porto
Alegre (RS), com 67; Belém (PA), com 62; Brasília (DF), com 52; Campinas (SP),
com 47; e Macapá (AP), com 37.
VULNERABILIDADE – Para
atender as regiões que mais precisam, o Mais Médicos utiliza critérios na
distribuição das vagas, como a situação de vulnerabilidade social, maior dependência
do SUS para o acesso da população à saúde e dificuldade de provimento de
profissionais.
Neste edital, 47% das vagas
foram destinados a regiões de alta vulnerabilidade social, com 1.118 postos
destinados a municípios de extrema pobreza e 1.857 para contemplar a categoria
alta e muito alta de vulnerabilidade. Outras 666 vagas (10,6%) estão indicadas
para municípios do G100, as cidades com mais de 100 mil habitantes e baixo
rendimento per capita.
INCENTIVOS — Segundo um
levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, 41% dos participantes do Mais
Médicos desistem em busca de capacitação e qualificação. Desta forma, um dos
desafios no atendimento às regiões de mais difícil acesso é justamente a
permanência. Para reduzir essa rotatividade, o Mais Médicos traz mais
oportunidades educacionais e de formação. O médico que participa do programa
pode fazer especialização e mestrado em até quatro anos. Os profissionais
também passam a receber benefícios, proporcionais ao valor mensal da bolsa,
para atuarem em periferias e regiões remotas.
O Mais Médicos também
pretende atrair profissionais formados com apoio do Governo Federal. Os
beneficiados pelo Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) que
participarem do programa poderão receber incentivos, o que ajudará no pagamento
da dívida.
MÉDICAS – Para apoiar a
continuidade das médicas mulheres no programa também será feita uma
compensação, de modo a atingir o mesmo valor da bolsa durante o período de seis
meses de licença maternidade, complementando o auxílio do INSS. Para os
participantes do programa que se tornarem pais, será garantida licença com
manutenção de 20 dias.
MAIS MÉDICOS — Retomado
oficialmente em março deste ano, o Mais Médicos prevê a abertura de 15 mil
novas vagas até o fim deste ano. A meta é chegar a 28 mil profissionais em todo
o país, levando-se em conta os contratos ainda ativos, com presença
principalmente em áreas de extrema pobreza. As bolsas são de cerca de R$ 12,8 mil, acrescidas de
ajuda de custo de moradia.
O objetivo é permitir que 96
milhões de brasileiros tenham garantia de atendimento médico na atenção
primária, a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Com atuação nas
unidades básicas, esse primeiro atendimento faz o acompanhamento da situação de
saúde da população, prevenção e redução de agravos. O investimento previsto por
parte do Governo Federal é de R$ 712
milhões neste ano.
“Um dos mais importantes
méritos do Mais Médicos é a prioridade para a formação no SUS, no trabalho das
unidades básicas, pois é no cotidiano dos serviços de saúde que são vividos os
problemas e construídas soluções, através de um processo de aprendizado
permanente”, destaca a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A prioridade no Mais Médicos
é para profissionais formados no Brasil. Se sobrarem vagas, podem ser acionados
brasileiros formados no exterior. Se ainda assim não forem preenchidos todos os
postos, haverá espaço para médicos estrangeiros estabelecidos no Brasil e, por
último, para médicos estrangeiros.
“O novo Mais Médicos vem com
um conjunto de medidas e vantagens para estimular médicos formados no Brasil a
atuarem na atenção básica e se especializarem durante um período de atuação
neste nível de atenção”, afirma o secretário de Atenção Primária à Saúde do
Ministério da Saúde, Nésio Fernandes.
* Acesse para mais informações sobre o Edital nº 4 do programa
Mais Médicos
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República



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