Governo e Centrais Sindicais discutem Política de Valorização do Salário Mínimo.
Centrais apresentaram proposta
que será analisada pela equipe de Governo e discutida em nova reunião ainda
este mês.
O ministro do Trabalho e Emprego,
Luiz Marinho, recebeu na manhã desta segunda-feira (3), no Ministério do
Trabalho e Emprego em Brasília, representantes do Governo e das Centrais
Sindicais para discutir a Política de Valorização do Salário Mínimo.
Na reunião, as Centrais apresentaram
uma proposta que será analisada pela equipe de governo, formada pelo Trabalho e
Emprego, Previdência Social, Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços, além da Casa Civil, Secretaria Geral da Presidência,
Dieese, Cesit/IE e Ipea. Foi o primeiro encontro do Grupo de Trabalho com as
Centrais para se discutir o tema.
Durante a reunião, foi feito um
balanço resumido do histórico das negociações anteriores entre as bancadas e,
em seguida, foi apresentada a proposta das Centrais. Segundo Marinho, já existe
um entendimento entre todos os integrantes da importância da retomada da
Política de Valorização do Salário Mínimo, que teve um efeito importante para a
economia e a distribuição de renda no passado.
Para Luiz Marinho o acordo entre
as bancadas possibilitará o andamento das negociações. “Precisamos pensar numa
política que não gere impacto no crescimento da inflação, mas sim no
crescimento da renda, melhorando os índices de formalização do trabalho e
emprego e seguindo o mesmo padrão da política anterior. As bancadas estão em
entendimento de que precisamos retomar a Política de Valorização do Salário
Mínimo”, ressaltou o ministro.
Marinho garantiu que a equipe de
Governo fará uma análise da proposta apresentada pelas Centrais Sindicais. A
intenção é que ela esteja alinhada com a proposta do governo no tocante ao
arcabouço fiscal. Após as avaliações, haverá uma nova reunião para dar
continuidade à negociação.
Proposta das Centrais Sindicais –
Pela proposta, o salário mínimo seria ajustado em 2024 pelo INPC acumulado de
2023, o PIB de 2022 (2,9%) e mais 2,40%. Em 2025 o INPC acumulado no ano de
2024 mais o PIB de 2023, mais 2,40%. Para 2026, o INPC acumulado de 2025, mais
o PIB de 2024 e mais 2,40%. A proposta considera as expectativas de crescimento
do PIB (Focus) para o período, com isso o salário mínimo no ano teria uma
valorização média (aumento real) de 3,85% (2023 a 2026) e de 4,2% (2024-2026).
As Centrais também apresentaram
uma Política Permanente de 2027 a 2053, com variação do INPC anual, aumento
real equivalente à variação do PIB de 2 anos anteriores, estabelecimento de um
"piso" para o aumento real de 2,40% anual e revisão dos parâmetros da
política a cada 10 anos.
De acordo com o documento,
supondo um PIB com crescimento igual ou abaixo da média histórica desde o Plano
Real (2,4% aa), seriam necessários 28 anos para que se retornasse ao valor real
do salário mínimo no ano de sua criação, em 1940, que era equivalente a R$
2.441,38 e 34 anos para que seu valor atingisse 50% do Salário Mínimo
Necessário defendido pelo DIEESE, que seria de RS 3.273,89. Ao final do período
da política, independente dos ciclos econômicos, se chegaria ao valor definido
na proposta mais rapidamente, com a aplicação do aumento real do PIB nos anos
em que ele crescer acima dos 2,4% a.a.
Por Assessoria


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