MPPB instala gabinete de gestão de crise para monitorar violência contra as escolas.
O Ministério Público da Paraíba instalou o gabinete de gestão
de crise relacionado à violência contra as escolas para acompanhamento e
monitoramento da situação no estado. O gabinete é formado pela
Procuradoria-Geral de Justiça, pela Secretaria-Geral, pelos Centros de Apoio
Operacional Criminal, da Cidadania e Direitos Fundamentais, da Criança, do
Adolescente e da Educação, pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade
Policial (Ncap), pelo Núcleo de Gestão do Conhecimento (NGC) e pelo Gaeco.
Nesta quarta-feira (12/04), foi realizada a primeira reunião
do gabinete. Participaram o procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio
Rocha Neto; pelo corregedor-geral, José Roseno Neto; pelo secretário-geral do
MP, Rodrigo Marques da Nóbrega; e pelos promotores de Justiça Liana Espínola
(coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Cidadania e Direitos
Fundamentais), Guilherme Lemos (coordenador do Ncap), Túlio César Fernandes
Neves (integrante do Ncap), Dennys Carneiro e Jamille Lemos (integrantes do
Gaeco).
O procurador-geral ressaltou a importância da atuação
institucional coordenada e planejada para prevenção do problema. “Diante dessas
questões relativas à violência contra as escolas, criamos o gabinete de gestão
de crise para monitorar a situação e traçar estratégias de prevenção e
contenção do problema, inclusive no intercâmbio com as forças de segurança”.
Na reunião ficou definida a criação de um canal exclusivo, no
âmbito do MPPB, para o recebimento de denúncias relacionadas à violência contra
as escolas. Os casos devem ser encaminhados para escolasegura@mppb.mp.br.
A promotora Liana Espínola informou que a instalação do
gabinete de gestão de crise segue uma orientação do Grupo Nacional de Direitos
Humanos (GNDH), ligado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG). A
promotora integra o comitê nacional para tratar da problemática criado no
âmbito do GNDH e composto por representantes das comissões de Educação,
Infância e Juventude, Saúde e Direitos Humanos.
“Temos visto o escalonamento da problemática da violência
contra as escolas e não podemos apenas tomar providências pontuais. Precisamos
observar o macro e criar estratégias preventivas e repressivas”, disse a
promotora Liana Espínola.
Conforme a promotora, é importante identificar quem são as
pessoas capazes desse tipo de ação para tentar evitá-las. “As próprias
famílias, em vez de replicar as notícias e aumentar pânico, podem ajudar a
identificar pessoas que se sentem excluídas no ambiente escolar (e que podem nutrir
ódio e agir com violência) e levar ao conhecimento da coordenação e da direção
escolar para que essas possam encaminhar para as providências de assistência
social ou atendimento psicológico, a fim de diminuir o isolamento de que se
queixam essas pessoas”, complementou Liana Espínola.
Assessoria


Nenhum comentário