Moraes suspende uso de tornozeleira pelo senador Marcos do Val
Relaxamento da medida cautelar atendeu a recurso do Senado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF), determinou nesta sexta-feira (29) a retirada da tornozeleira eletrônica
responsável pelo monitoramento do senador Marcos do Val (Podemos –ES). A medida
foi determinada após o ministro aceitar um recurso apresentado pelo Senado para
que o equipamento seja retirado.
No início deste mês, Moraes determinou que o senador fosse
monitorado por tornozeleira e também mandou bloquear as contas bancárias do
parlamentar.
O monitoramento foi determinado após o parlamentar viajar
para os Estados Unidos sem autorização do Supremo.
No ano passado, uma decisão da Corte determinou a suspensão
dos passaportes do senador. Contudo, no dia 23 de julho, Marcos do Val embarcou
para Miami com passaporte diplomático, que não foi entregue por ele à Polícia
Federal (PF).
Antes de sair do país, o senador pediu a Alexandre de Moraes
autorização para viajar, mas o pedido foi negado.
Na decisão, Moraes também revogou outras medidas cautelares
determinadas contra o parlamentar, como bloqueio de contas bancárias e chaves
Pix, proibição de uso de redes sociais, recolhimento domiciliar noturno e
suspensão do salário de senador.
A proibição de sair do país sem autorização e apreensão dos
passaportes foram mantidas.
Revogação
A revogação das proibições foi determinada após um acordo de
bastidores entre o Supremo e Senado. Com a retirada das medidas, Marcos do Val
pediu licença do mandato.
O pedido de licença foi citado por Moraes na decisão. “A
petição apresentada pela advocacia do Senado Federal veio acompanhada de cópia
do pedido de licença que Marcos do Val encaminhou ao presidente do Senado
Federal, salientando a incapacidade temporária para exercer o mandato de
senador da República e externando seu respeito ao Estado Democrático de Direito
e às instituições democráticas”, diz a decisão.
O senador é investigado pelo STF pela suposta campanha de
ataques nas redes sociais contra delegados da Polícia Federal que foram
responsáveis por investigações envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair
Bolsonaro.
Agência Brasil

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