Infogripe: casos de SRAG recuam no país, mas vacinação ainda é essencial.
Boletim da Fiocruz indica
alta circulação de rinovírus entre crianças e aumento de influenza A em parte
do país.
O novo Boletim InfoGripe,
divulgado nesta sexta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reforça
a importância da vacinação, embora os casos de Síndrome Respiratória Aguda
Grave (SRAG) apresentem sinais de queda, tanto nas tendências de curto quanto
de longo prazo no âmbito nacional. Segundo o relatório, manter a imunização em
dia é crucial para conter a circulação dos principais vírus responsáveis pela
SRAG, como o influenza e o Sars-CoV-2, causador da Covid-19.
O relatório mostra ainda que
as hospitalizações por influenza A continuam avançando no Espírito Santo e na
Bahia, enquanto já há indícios de desaceleração ou início de queda em São Paulo
e Rio de Janeiro.
SRAG em crianças e
adolescentes
O boletim também destaca que
o rinovírus permanece como a principal causa de hospitalizações por SRAG entre
crianças e adolescentes de até 14 anos no país. Há ainda um leve aumento das
notificações associadas ao metapneumovírus em crianças de até dois anos.
Embora os casos graves de
influenza A tenham diminuído significativamente no Centro-Oeste e apresentem
sinais de queda ou estabilização em parte do Sudeste — como em São Paulo e no
Rio de Janeiro —, o vírus ainda é a principal causa de SRAG entre jovens e
adultos de 15 a 49 anos. Entre os idosos, ele continua sendo uma das principais
causas de hospitalização, ao lado da Covid-19.
Em nota, a pesquisadora do
Programa de Computação Científica da Fiocruz e coordenadora do InfoGripe,
Tatiana Portella, explica que o aumento de casos no Pará se concentra em crianças
de 2 a 4 anos e em idosos acima de 65 anos. “Nas crianças, esse crescimento tem
sido impulsionado pelo rinovírus e adenovírus. Já nos idosos, ainda não há
dados laboratoriais suficientes para identificar qual vírus tem impulsionado
esse aumento”, destaca.
Estados e capitais
Oito estados apresentam
níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco,
embora sem tendência de crescimento no longo prazo: Espírito Santo, Goiás, Mato
Grosso, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Entre as capitais, apenas
Aracaju (SE), Cuiabá (MT) e Vitória (ES) registram níveis de atividade de SRAG
em alerta, risco ou alto risco.
Casos e óbitos
Nas últimas quatro semanas
epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de:
>37,1% – rinovírus
>26% – influenza A
>14,4% – Covid-19
>5,5% – vírus sincicial
respiratório (VSR)
>2,3% – influenza B
Entre os óbitos confirmados
no período, os números indicam:
>40,3% – Covid-19
>30,3% – influenza A
>12,9% – rinovírus
>4% – VSR
>2% – influenza B
O levantamento do InfoGripe
tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância
Epidemiológica da Gripe, atualizados até 22 de novembro, e é referente à Semana
Epidemiológica (SE) 47.
Fonte: Brasil 61 -


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