Governo recompõe orçamento para educação e ciência. MEC recebe R$ 977 milhões e MCTI, R$ 186 milhões.
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O governo federal devolveu
integralmente as verbas que haviam sido cortadas do orçamento das instituições
federais de ensino para este ano. Em portaria publicada no Diário Oficial da
União (DOU) de terça-feira (20), o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO)
autoriza a recomposição integral do orçamento, no valor de R$ 977 milhões, para
o Ministério da Educação.
A portaria também incluiu a
suplementação orçamentária no valor de R$ 186,37 milhões para unidades de
pesquisa e projetos tecnológicos vinculadas ao Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação (MCTI).
O dinheiro devolvido havia
sido reduzido durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso
Nacional no ano passado.
O crédito suplementar para o
Ministério da Educação é destinado ao custeio, bolsas de pesquisa e
financiamento de obras em universidades e institutos federais.
Os recursos serão divididos
da seguinte forma:
>R$ 332 milhões: para as
universidades federais (para o custeio, como o pagamento de contas como luz,
água, segurança, etc.);
>R$ 156 milhões: para os
institutos federais (ensino técnico e profissional);
>R$ 230 milhões: para a
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), destinados
especificamente a bolsas de apoio às pesquisas na graduação e na pós-graduação.
Pelas redes sociais, o
ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou que o governo federal tem feito
um esforço anual de repor possíveis cortes no orçamento das instituições
federais de ensino.
“Quero mostrar o compromisso
deste governo com as nossas instituições [federais], com as universidades e os
institutos federais, e todas as ações de quem tem feito uma construção de
diálogo e parceria com as nossas Universidade do Instituto”, escreveu.
Repercussão
A dirigente do Conselho
Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica
e Tecnológica (Conif), Elaine Cassiano, disse que o momento de recomposição
orçamentária das instituições da Rede Federal de Educação Profissional,
Científica e Tecnológica foi adequado após os cortes realizados durante a
tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso Nacional.
“O momento é adequado porque
é no início do ano e para que a gente consiga executar todo esse orçamento. A
recomposição é muito importante”, afirmou.
O presidente da Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes),
José Geraldo Ticianeli, comemorou a medida. “Essa recomposição orçamentária no
valor integral é muito importante para a manutenção das nossas universidades e
mostra um gesto muito importante desse governo que é o investimento na educação
pública”, disse.
Agência Brasil


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