Janeiro Roxo: Saúde divulga boletim da hanseníase e campanha reforça o acompanhamento de contatos de casos.
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| Foto: Reprodução/Redes Sociais |
A Secretaria de Estado da
Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva em Saúde e Coordenação Estadual do
Programa de Controle da Hanseníase, divulgou o boletim com os casos registrados
da doença na Paraíba. De 2025 até 6 de janeiro deste ano, a taxa de detecção
foi de 9,04 casos por 100 mil habitantes, com 367 casos registrados. Já em
2024, foi de 10,5 casos por 100 mil habitantes, com 429 casos, correspondendo a
uma redução de 62 casos em relação ao ano anterior. Neste mês, o Ministério da
Saúde promove o Janeiro Roxo - mês de campanha e luta contra a hanseníase - que
neste ano tem como ênfase o acompanhamento de contatos de casos, com ênfase em
menores de 15 anos.
Na Paraíba, em 2025, foram
registrados 15 casos nessa faixa etária
- menores de 15 anos - concentrados nos municípios de Bayeux (3),
Cabedelo (2), Rio Tinto (1), Lagoa Seca (2), Campina Grande (1), Montadas (2),
Catolé do Rocha (1), Cajazeiras (2) e Juripiranga (1).
De acordo com a coordenadora
do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Anna Stella, em 2026, neste
contexto - focar em menores de 15 anos - a SES está orientando as coordenações
municipais para que realizem atividades educativas e de busca ativa em suas
regiões. “Outras atividades estão sendo realizadas com os municípios da 1ª
Macrorregião de Saúde e também, junto ao Complexo Hospitalar Clementino Fraga,
referência no atendimento e tratamento da doença na Paraíba”, informou.
Quanto à redução de casos em
2025, Anna destaca que a SES desenvolveu diversas ações de qualificação e
sensibilização dos profissionais de saúde nas três Macrorregiões de Saúde, com
o objetivo de fortalecer a busca ativa de casos e o manejo clínico. “Com as
capacitações, esperamos para 2026 que haja a melhoria do desempenho na detecção
de casos novos, com impacto direto no fortalecimento e na qualificação das
ações municipais ao longo do ano”, disse.
Janeiro Roxo - A campanha é
alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase e ao Dia Nacional de Combate
e Prevenção da Hanseníase, que acontece no último domingo de janeiro. O
tratamento da doença é realizado em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a
medicação é oferecida pelo SUS de forma gratuita. Ao iniciar o tratamento, a
carga bacilar da doença diminui de forma gradativa e o paciente deixa de
transmitir a doença para outras pessoas.
A doença - A hanseníase é
uma doença crônica, de notificação compulsória, transmitida pelo Mycobacterium
leprae, que é um bacilo com capacidade de infectar um grande número de pessoas.
Atinge, preferencialmente, a pele e nervos periféricos e pode causar lesões
neurais devido ao seu alto poder incapacitante. A transmissão ocorre pela
eliminação do bacilo pelas vias aéreas superiores (mucosa nasal e orofaringe)
por meio de contato próximo e prolongado com pessoas doentes e sem tratamento.
Estima-se que 90% das pessoas são naturalmente resistentes ao bacilo do M.
Leprae e apenas 10% são suscetíveis a infecção podendo apresentar-se de diferentes
formas.
Os principais sinais e
sintomas são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer
parte do corpo, sem pelos e que não coçam, com alteração de sensibilidade
(térmica, dolorosa ou tátil) e/ou da força muscular. Podendo surgir dor e
sensação de choque, formigamento e dormência ao longo dos nervos dos braços e
das pernas. Para o controle da doença e interrupção da cadeia de transmissão é
imprescindível que sejam realizados diagnóstico precoce, tratamento regular e
avaliação de contatos.
Confira o boletim no link https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/arquivos-1/vigilancia-em-saude/boletim-epidemiologico-hans-2026-final.pdf
Secom PB


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