Mãe suspeita de queimar mãos da filha com ovos quentes é liberada em audiência de custódia, em João Pessoa.
De acordo com a Polícia
Civil, a Justiça decidiu pela liberdade e por medidas protetivas. Ela estava
presa desde a segunda-feira (5).
Uma mulher de 23 anos
suspeita de queimar as mãos da filha com ovos quentes foi liberada em audiência
de custódia realizada nesta terça-feira (6), em João Pessoa. De acordo com a
Polícia Civil, foram impostas medidas protetivas, mas não foram divulgadas
quais.
De acordo com a delegada que
investiga o caso, Adriana Guedes, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a
Infância e Juventude, o procedimento de praxe que ocorre em casos semelhantes
são medidas protetivas como não poder se aproximar da criança, acompanhamento
psicológico, entre outros. A Justiça, no entanto, não revelou quais as medidas
específicas para esse caso.
A mulher estava presa desde
a segunda-feira (5), após prisão no Conjunto Irmão Dulce, no bairro do Colinas
do Sul, em João Pessoa. Para a Polícia Civil, a mulher chegou a confessar ter
colocado os ovos quentes nas mãos da criança.
Conforme as investigações, a
mãe disse em depoimento preliminar que fez isso como forma de
"castigar" a criança, devido a uma suposta subtração de dinheiro
feita pela filha com uma amiga. A criança teria colocado o dinheiro subtraído
em pertences da mãe.
Segundo a Polícia Civil, o
episódio em que a mãe diz que a filha pegou o dinheiro da amiga aconteceu na
cidade de Capim de Mamanguape, na casa da tia da criança, durante a virada de
ano. O caso com o ovo aconteceu no sábado (3) e a prisão nesta segunda-feira
(5).
Após as denúncias, a Polícia
Militar deteu a mãe e constatou um histórico de maus-tratos, com situação de
vulnerabilidade. A mulher foi levada para a Delegacia de Repressão aos Crimes
Contra a Infância e a Juventude, onde foi presa em flagrante.
O Conselho Tutelar de João
Pessoa foi acionado e também compareceu no local. A conselheira Jéssica Frade
disse que vai em busca de familiares da criança para que seja feito o
remanejamento da vítima.
A criança tem uma outra
irmã, também menor de idade, que ficará sob cuidados do padrasto da vítima que
sofreu a queimadura. O pai biológico da vítima já morreu, segundo o conselho
tutelar.
Por g1 PB


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