Ministério da Saúde divulga valores de 2026 para garantir pagamento dos Agentes de Endemias nos municípios.
Recursos garantem repasse do
piso salarial por meio da Assistência Financeira Complementar (AFC) da União e
do Incentivo Financeiro (IF), voltado às políticas de vigilância em saúde.
O Ministério da Saúde
publicou a Portaria 10.132/2026, que lista os valores destinados aos municípios
e ao Distrito Federal para o pagamento do piso salarial dos Agentes de Combate
às Endemias (ACE) em 2026. O montante é composto pela
Assistência Financeira Complementar (AFC) da União e pelo Incentivo Financeiro
(IF).
A AFC garante que os
profissionais da categoria recebam, no mínimo, o piso salarial nacional
estabelecido em lei. Já o IF é destinado ao fortalecimento das políticas
públicas relacionadas à atuação dos ACEs na área de Vigilância em Saúde.
Os valores são transferidos
aos Fundos Municipais de Saúde em parcelas mensais e buscam colaborar para o cumprimento
do piso salarial da categoria. No mês de novembro, as prefeituras recebem uma
parcela extra adicional. Pela Portaria, o cálculo teve como base o cadastro de
agentes do Sistema de Cadastramento de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) de
outubro de 2025.
A publicação destaca que a
Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente vai monitorar o cadastramento dos
ACE pelos municípios no SCNES mensalmente. A medida tem como objetivo garantir
a efetivação dos repasses da AFC e do Incentivo Financeiro para fortalecer a
atuação dos agentes nos municípios.
Repasse por UF
O repasse total por Unidade
Federativa (UF) e para cada município pode ser conferido na Portaria
10.132/2026, publicada no Diário Oficial da União de 15 de janeiro de 2026,
Seção 1, a partir da página 68.
Considerando o Incentivo
Financeiro e a AFC, o estado de São Paulo recebe o maior investimento, na ordem
de R$398,5 milhões. O segundo maior montante foi destinado a Minas Gerais,
sendo R$ 451,5 milhões. Em seguida aparece a Bahia, com R$ 243,6 milhões.
Confira o total do repasse
para cada UF, conforme a Portaria:
- AC – Incentivo: R$ 847.134,60 | AFC: R$
16.095.557,40
- AL – Incentivo: R$ 2.785.850,60 | AFC:
R$ 52.931.161,40
- AM – Incentivo: R$ 2.800.601,70 | AFC:
R$ 53.211.432,30
- AP – Incentivo: R$ 754.413,40 | AFC: R$
14.333.854,60
- BA – Incentivo: R$ 12.182.301,30 | AFC:
R$ 231.463.724,70
- CE – Incentivo: R$ 7.457.734,70 | AFC:
R$ 141.696.959,30
- DF – Incentivo: R$ 1.622.621,00 | AFC:
R$ 30.829.799,00
- ES – Incentivo: R$ 2.684.700,20 | AFC:
R$ 51.009.303,80
- GO – Incentivo: R$ 6.907.729,40 | AFC:
R$ 131.246.858,60
- MA – Incentivo: R$ 4.836.253,50 | AFC:
R$ 91.888.816,50
- MG – Incentivo: R$ 22.577.612,20 | AFC:
R$ 428.974.631,80
- MS – Incentivo: R$ 2.728.953,50 | AFC:
R$ 51.850.116,50
- MT – Incentivo: R$ 3.023.975,50 | AFC:
R$ 57.455.534,50
- PA – Incentivo: R$ 6.075.345,90 | AFC:
R$ 115.431.572,10
- PB – Incentivo: R$ 3.335.855,90 | AFC:
R$ 63.381.262,10
- PE – Incentivo: R$ 6.962.519,20 | AFC:
R$ 132.287.864,80
- PI – Incentivo: R$ 2.693.129,40 | AFC:
R$ 51.169.458,60
- PR – Incentivo: R$ 7.590.494,60 | AFC:
R$ 144.219.397,40
- RJ – Incentivo: R$ 11.902.030,40 | AFC:
R$ 226.138.577,60
- RN – Incentivo: R$ 3.158.842,70 | AFC:
R$ 60.018.011,30
- RO – Incentivo: R$ 729.125,80 | AFC: R$
13.853.390,20
- RR – Incentivo: R$ 684.872,50 | AFC: R$
13.012.577,50
- RS – Incentivo: R$ 3.860.573,60 | AFC:
R$ 73.350.898,40
- SC – Incentivo: R$ 2.364.390,60 | AFC:
R$ 44.923.421,40
- SE – Incentivo: R$ 1.633.157,50 | AFC:
R$ 31.029.992,50
- SP – Incentivo: R$ 19.926.628,80 | AFC:
R$ 378.605.947,20
- TO – Incentivo: R$ 1.483.539,20 | AFC:
R$ 28.187.244,80
Agentes de Combate às
Endemias
Os Agentes de Combate às
Endemias (ACE) são profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). O grupo
desempenha um papel fundamental no combate às endemias, como dengue, além da
atuação na promoção da saúde pública no país, com atividades de educação em
saúde.
Entre as atribuições dos
ACEs estão a realização de visitas domiciliares, com inspeções em residências e
comércios com vistas a identificar focos de vetores, como o mosquito Aedes
aegypti – transmissor da dengue.
Os profissionais promovem,
ainda, ações educativas, voltadas à conscientização da comunidade sobre a importância
da prevenção e controle de doenças endêmicas.
O trabalho dos agentes
também abarca a aplicação de larvicidas e inseticidas nos focos de proliferação
de vetores. Os trabalhadores realizam, ainda, coleta de dados para registrar a
incidência de vetores e doenças na área de atuação.
Os ACEs têm contato direto
com a comunidade. Com isso, promovem integração e constroem um relacionamento
de confiança com os moradores, com vistas a facilitar o acesso às informações e
às ações de saúde pública.
Fonte: Brasil 61 –


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