MPPB apura legalidade de autorização para participação de vereador preso, em Santa Rita.
O Ministério Público da
Paraíba instaurou, nesta quarta-feira (07/01), um inquérito civil público para
apurar a legalidade, a constitucionalidade e a moralidade administrativa das
alterações promovidas no Regimento Interno da Câmara Municipal de Santa Rita,
que autorizam a participação remota e o exercício de prerrogativas
parlamentares por vereadores presos.
O inquérito 015.2026.000024
foi instaurado pelo promotor de Justiça, Raniere da Silva Dantas, que atua na
defesa do patrimônio público em Santa Rita.
O MPPB determinou que seja
oficiado à Presidência da Câmara Municipal de Santa Rita, para que, no prazo de
10 dias, informe sobre a aprovação da proposta de resolução cuja cópia deverá
ser anexada e se houve alguma deliberação posterior de alteração ou revogação
dos dispositivos aprovados. Também deverão ser encaminhadas cópias das atas de
votação e lista de presença dos parlamentares na sessão de aprovação.
Também foi determinada a
notificação dos vereadores João Alves e Alysson Gomes, autores da proposta de
alteração no regimento, para que, querendo, apresentem informações
complementares que entendam necessárias.
Na portaria de instauração,
o MPPB destaca que o exercício do mandato parlamentar, embora fundado na
soberania popular, exige o decoro e a compatibilidade com o regime jurídico de
restrição de liberdade imposto pelo Poder Judiciário, sob pena de desvio de
finalidade e afronta à dignidade da função pública.
Ascom MPPB


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