Paraíba gerou mais de 31 mil empregos com carteira assinada em 2025.
Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas
registraram saldo positivo na Paraíba no ano. Em todo o país, foram criados
1,27 milhão de empregos formais em 2025.
O estado da Paraíba chegou a 31.043 novos empregos com
carteira assinada no saldo acumulado de 2025, resultado de 266.631 admissões e
235.588 desligamentos ao longo dos 12 meses. Os dados são do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira,
29 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Paraíba apresentou desempenho positivo, no ano passado, em
quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados. O
destaque foi o setor de Serviços, que gerou 23.935 novos postos. Na sequência
aparecem Comércio (4.896), Indústria (1.929) e Construção (562). Apenas o setor
da Agropecuária apresentou saldo negativo de -279.
As novas vagas na Paraíba foram ocupadas, em sua maioria, por
pessoas do sexo feminino, responsáveis pelo ingresso em 16.865 postos, enquanto
houve saldo positivo de 14.178 entre os homens. Pessoas com ensino médio
completo foram as principais atendidas, com 24.411 postos. Jovens entre 18 e 24
anos formam o grupo com maior saldo de vagas no estado em 2025: 20.429.
MUNICÍPIOS – João Pessoa foi o município paraibano com melhor saldo em
2025, com 14.892 novos postos. A cidade tem hoje um estoque de 227,5 mil
empregos formais. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos no
estado em 2025 aparecem Campina Grande (7.605), Patos (1.387), Monteiro (776) e
Cabedelo (549).
NACIONAL – O Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com
carteira assinada, resultado de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de
desligamentos registrados entre janeiro e dezembro. O estoque de trabalhadores
celetistas cresceu 2,71% ao longo do ano, passando de 47,19 milhões para 48,47
milhões de vínculos ativos.
REGIÕES – O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país e nas 27
Unidades da Federação, conforme o Novo Caged. A região com maior número de
empregos gerados em 2025 foi a Sudeste, com saldo de 504,97 mil vagas ao longo
do ano (+2,10%), seguida pela Nordeste, que registrou 347,94 mil (+4,38%), e
pela Sul, que gerou 186,12 mil vagas (+2,16%). A região Centro-Oeste apresentou
saldo positivo de 149,53 mil postos (+3,56%), enquanto na Norte foi de 90,61
mil (+3,81%).
ESTADOS – Entre os estados, os maiores saldos absolutos foram registrados em São
Paulo, com 311.228 postos (+2,17%), Rio de Janeiro, com 100.920 (+2,60%), e
Bahia, com 94.380 vínculos formais (+4,41%). Já as maiores taxas de crescimento
do emprego formal ocorreram no Amapá (+8,41%), na Paraíba (+6,03%) e no Piauí
(+5,81%).
ATIVIDADES ECONÔMICAS – No acumulado do ano, os cinco grandes grupamentos de
atividades econômicas apresentaram saldo positivo na geração de empregos
formais. O maior avanço foi registrado no setor de Serviços, com a criação de
758.355 postos de trabalho (+3,29%), seguido pelo Comércio, que contabilizou
247.097 novas vagas (+2,3%).
Dentro do setor de Serviços, os maiores avanços ocorreram nas
atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias,
profissionais e administrativas, que geraram 318.460 vagas (+3,12%), e em
administração pública, educação, saúde e serviços sociais, com saldo de 194.903
postos (+3,12%).
A Indústria também teve desempenho positivo, com 144.319
postos gerados (+1,6%). Na Construção, foram criadas 87.878 vagas (+3,1%),
enquanto a Agropecuária manteve trajetória de crescimento, com saldo de 41.870
postos de trabalho (+2,3%).
DEZEMBRO – Em dezembro, mês que historicamente apresenta retração no mercado de
trabalho formal, o saldo foi negativo, com a redução de 618.164 vagas. O
desempenho foi negativo tanto para homens (-348,4 mil) quanto para mulheres
(-269,7 mil).
Entre os estados, as maiores retrações foram registradas em
São Paulo (-224,2 mil ), Minas Gerais (-72,7 mil) e Paraná (-51 mil). Nos
grandes grupos de atividades econômicas, todos tiveram saldos negativos, em
particular Serviços (-280,8 mil), Indústria (-135 mil) e Construção (-104 mil).
SALÁRIO — No mesmo mês, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.303,78,
registrando leve redução em relação a novembro. Na comparação com dezembro de
2024, o salário médio real apresentou alta de 2,55%.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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