Agevisa orienta população sobre os cuidados com a alimentação e a saúde no período carnavalesco.
O período do Carnaval
concentra uma série de fatores que aumentam significativamente os riscos
sanitários relacionados à alimentação, como altas temperaturas, produção em
larga escala, consumo fora do domicílio, manipulação inadequada de alimentos e
comercialização em ambientes temporários ou improvisados. Esse cenário, de
acordo com o diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária, Geraldo
Moreira de Menezes, favorece a proliferação de microrganismos patogênicos e
eleva os riscos de doenças transmitidas por alimentos.
Além do cuidado com os
alimentos que consome, o diretor da Agevisa/PB alerta a população para a
importância dos cuidados com a saúde de modo geral. “Durante e após o período
carnavalesco, a saúde deve ser prioridade, e, em caso de mal-estar, acidentes
ou qualquer outra intercorrência, as pessoas devem procurar imediatamente os
serviços de saúde regulares e autorizados”, observa. E acrescenta: “A
Vigilância Sanitária trabalha para garantir segurança à saúde da população, mas
a colaboração das pessoas é fundamental para que todos possam aproveitar o
Carnaval com saúde e responsabilidade”.
Riscos relacionados aos
alimentos – Conforme a gerente-técnica de Inspeção e Controle de Alimentos,
Água para Consumo Humano e Toxicologia da Agevisa/PB, nutricionista Conceição
de Fátima Sobral Sales, um dos principais fatores de risco relacionados ao
consumo de alimentos nos eventos de grande concentração popular estão
associados à manutenção inadequada da temperatura dos produtos alimentícios,
especialmente daqueles prontos para o consumo.
“Alimentos expostos por
longos períodos à temperatura ambiente, sem refrigeração ou aquecimento
adequado, tornam-se propícios à multiplicação bacteriana, podendo causar
quadros de intoxicação alimentar, infecções gastrointestinais e outros agravos
à saúde”, explica a nutricionista. Esses riscos, segundo ela, podem ser
agravados por outros fatores, tais como: higiene inadequada durante a
manipulação dos alimentos; ausência de lavagem correta das mãos; uso de
utensílios contaminados e superfícies mal higienizadas, e manipulação
simultânea de alimentos crus e prontos, que contribui para a contaminação
cruzada, que é a transferência de microrganismos nocivos à saúde, como
bactérias e vírus, de um alimento para outro.
O consumo de alimentos de
procedência desconhecida ou sem controle sanitário também representa risco
elevado, especialmente em eventos com grande circulação de pessoas.
Com relação à água, cujo
aumento do consumo é essencial para a hidratação do organismo nos períodos mais
quentes, a gerente-técnica de Alimentos da Agevisa/PB observa que tal consumo
também exige cuidados especiais, considerando que produtos como água não
potável, gelo produzido sem controle sanitário e bebidas preparadas com água de
origem desconhecida podem ser veículos de transmissão de agentes patogênicos,
agravando os riscos à saúde da população.
Nesse contexto, ela diz ser
fundamental que a população adote medidas preventivas, como observar as
condições de higiene dos estabelecimentos e dos vendedores ambulantes, evitar
alimentos expostos ao sol ou sem proteção adequada, priorizar produtos bem
acondicionados e manter hábitos básicos de higiene, como a lavagem das mãos
antes das refeições. Igualmente, os comerciantes e manipuladores de alimentos
devem redobrar os cuidados com as boas práticas, garantindo a correta
higienização das mãos, dos utensílios e das superfícies; o controle rigoroso de
temperatura; o armazenamento adequado dos alimentos, e o uso de água potável em
todas as etapas do preparo.
A adoção dessas medidas é
essencial para prevenir surtos e proteger a saúde coletiva em todas as épocas
do ano, com destaque especial para os períodos mais quentes e com maior
concentração de pessoas nas atividades festivas.
Cuidados com a saúde –
Durante o Carnaval, a Vigilância Sanitária intensifica a atuação junto aos
serviços de saúde para garantir que os atendimentos ocorram de forma segura.
“Isso inclui o acompanhamento de serviços de pronto atendimento, unidades de
urgência e emergência, ambulâncias, clínicas, postos médicos montados para
eventos e demais serviços que prestam assistência à saúde durante as
festividades”, explica a diretora-técnica de Saúde e coordenadora estadual do
Núcleo de Segurança do Paciente da Agevisa/PB, enfermeira Polianna Estrela.
A ordem é verificar
estrutura física, recursos humanos, insumos, medicamentos e condições de
biossegurança, e o objetivo é assegurar condições adequadas de funcionamento,
higiene e assistência à população, considerando que, nos períodos de grandes
festas populares como o Carnaval, há um aumento significativo na demanda por
atendimentos de saúde, principalmente por causas relacionadas ao consumo
excessivo de álcool, desidratação, traumas, quedas e outros agravos.
“Esse aumento exige que os
serviços estejam preparados, organizados e funcionando dentro das normas
sanitárias para evitar riscos à saúde dos usuários”, observa Polianna. E
acrescenta: “Para garantir um atendimento seguro e de qualidade à população, a
Vigilância Sanitária avalia se os serviços de saúde possuem profissionais
habilitados, materiais e medicamentos dentro do prazo de validade, equipamentos
funcionando adequadamente, além das condições de limpeza, organização e
controle de riscos sanitários”.
Secom PB


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