Famup participa de mobilização em Brasília contra ‘pautas-bombas’ que podem retirar R$ 270 bilhões por ano dos municípios.
O presidente da Federação das Associações de Municípios da
Paraíba (Famup), George Coelho, participou, nesta terça-feira (24), da
Mobilização Municipalista promovida pela Confederação Nacional de Municípios
(CNM), em Brasília, que reuniu mais de mil prefeitos para discutir o impacto
das chamadas “pautas-bombas” em tramitação no Congresso Nacional. Os gestores
não são contrários às mudanças propostas, desde que a União assuma os custos
dessas alterações e faça o repasse integral dos valores aos municípios.
Segundo o último levantamento feito pela CNM, se aprovadas,
as propostas podem gerar um impacto de R$ 270 bilhões por ano aos cofres
municipais – valor próximo à previsão de arrecadação do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM) para 2026, estimada em R$ 271 bilhões.
Para George Coelho, o momento exige articulação e unidade
entre os gestores. “Estamos falando de um volume de impacto que praticamente
consome toda a previsão do FPM de um ano. Se essas matérias avançarem sem a
devida compensação financeira, os prefeitos terão que escolher entre cumprir
novas obrigações ou manter serviços básicos funcionando. Os municípios dependem
de transferências e possuem arrecadação própria limitada”, destacou.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, alertou para o
crescimento de propostas que criam pisos salariais nacionais e novos encargos,
ignorando a capacidade financeira dos municípios e o princípio da Constituição
que proíbe criar novas despesas para os sem dizer de onde virá o dinheiro para
custeá-las. Segundo ele, o cenário coloca em risco a autonomia municipal e
compromete a oferta de serviços essenciais como saúde, educação, assistência
social e infraestrutura.
Ele informou ainda que o estudo será atualizado e detalhado,
com o objetivo de entregá-lo individualmente a cada senador e deputado federal.
A proposta é apresentar os números de forma técnica e dialogar com o Congresso
Nacional para construir alternativas que evitem prejuízos aos cofres
municipais.
Assessoria


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