MPPB oferece denúncia contra homem que mutilou animal doméstico, em Ingá.
O Ministério Público da Paraíba denunciou um homem de 29 anos
por maus tratos a animais (art. 32, §1º-A da Lei nº 9.605/98) em razão de ter
mutilado um cachorro do vizinho com uma foice, na zona rural de Ingá. A
denúncia foi oferecida pelo 1º promotor de Justiça de Ingá, José Antônio Neves
Neto. Conforme lei, a pena para esse crime cometido contra cão ou gato vai de
dois a cinco anos de reclusão.
De acordo com a denúncia, no dia 21 de outubro de 2025, em um
sítio na zona rural de Ingá, o acusado mutilou animal doméstico pertencente a
um casal. Conforme os autos, por volta das 06h40, o acusado passou em frente à
residência do casal, portando uma foice. Poucos minutos depois, a tutora ouviu
os latidos de seu cachorro, momento em que ao se aproximar dele percebeu que
estava com a cauda mutilada. O marido levou o animal ao médico veterinário, que
atestou a perda de porção da cauda.
Ainda segundo a denúncia do MP, o acusado, em depoimento à
polícia, afirmou que o cachorro avançou em sua direção e para assustá-lo usou a
foice, mas que não teve a intenção de machucar. No entanto, os relatos
confirmam que já existia uma animosidade entre os tutores do cachorro e o
acusado, demonstrando que o acusado agiu com intenção de ferir ou até matar o
animal.
Outro caso
Este não é o primeiro caso de maus tratos a animais
denunciado pela Promotoria de Justiça de Ingá. No final de 2025, o promotor
José Antônio Neves Neto ofereceu denúncia contra um homem de 69 pelo mesmo
crime, que resultou em morte (art. 32, §1º-A e §2º da Lei nº 9.605/98).
Conforme a denúncia, no dia 9 de maio de 2024, em Ingá, o
acusado praticou maus tratos em gata, por meio de envenenamento. O animal
começou a apresentar sintomas e foi levado pelo tutor a uma farmácia
veterinária e foi ministrada medicação para envenenamento, porém a gata não
resistiu.
O tutor verificou nas câmeras de segurança do depósito de
bebidas onde criava o animal e visualizou o acusado saindo de sua residência,
indo até o estabelecimento e deixando algo no chão. Foi então que localizou no
local uma tampa de recipiente plástico com pedaços de alimentos e veneno de
rato (chumbinho). Testemunhas ouvidas pela polícia confirmaram a autoria e
materialidade delitiva, inclusive, confirmaram que o alimento envenenado com
chumbinho foi colocado em uma calçada, local de fácil acesso aos outros animais
e crianças.
O promotor José Neto frisou que os animais possuem especial
proteção jurídica. “Além da tutela constitucional e da Lei Federal 9.605/1998,
a Paraíba é um estado pioneiro que dispõe de um Código de Bem Estar Animal (lei
estadual). Aqueles que desafiarem a lei e praticarem atos de crueldade com os
animais serão processados criminalmente e não terão direito a acordos, sendo
punidos com todo o rigor da lei”.
*MPPB


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