Atuação do MPPB: Município de Cuité cria plano de enfrentamento à violência doméstica.
Após ser instado pelo Ministério Público da Paraíba, o
Município de Cuité criou o Plano Municipal de Atuação para o Enfrentamento à
Violência Doméstica 2026–2029, com o objetivo de instituir política municipal
integrada, contínua e eficaz de enfrentamento à violência doméstica, com foco
na proteção das vítimas e responsabilização dos agressores.
Conforme 1º promotor de Cuité, Bruno Figueiredo Cachoeira
Dantas, a atuação do MPPB teve início com a instauração do Procedimento
Administrativo 004.2024.001099 com a finalidade de acompanhar as ações adotadas
pelo Município para o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher
e o monitoramento das medidas protetivas de urgência concedidas às vítimas,
entre outros.
O promotor Bruno Dantas explicou os principais eixos de
atuação do plano. “Há uma ampliação da proteção da mulher no município de
Cuité, na medida em que, além do acompanhamento das vítimas das mulheres em
situação de vulnerabilidade, haverá também o eixo de criação dos grupos de
reflexão para autores de violência doméstica. Trata-se de uma hipótese típica
de medida protetiva prevista na lei Maria da Penha, mas acima de tudo, um ganho
na proteção da mulher e a comprovação de que o Ministério Público permanece na
sua missão constitucional de defesa da sociedade e de proteção das vítimas de
crimes”, ressaltou o promotor.
O plano
O plano traz um panorama da violência doméstica contra a
mulher no Brasil, na Paraíba e em Cuité, com os principais indicadores e
análise do diagnóstico. Também é destacado no documento que os objetivos do
plano abrangem a criação de protocolo intersetorial; a padronização de
registros; o monitoramento de medidas protetivas; o fortalecimento da rede; a
redução da reincidência e a garantia do atendimento humanizado.
Um dos pontos do plano é a implantação de grupos reflexivos
para os agressores com o objetivo de promover responsabilização, reeducação,
mudança comportamental e prevenção da reincidência. Os autores serão
encaminhados pela Justiça e pelo Ministério Público. O documento prevê a
realização de dois grupos por ano com até 15 participantes cada um, com um
ciclo com oito encontros quinzenais. A metodologia a ser utilizada será de roda
de conversa.
Ascom/MPPB


Nenhum comentário