Governo do RN proíbe nomeação de condenados por feminicídio para cargos comissionados.
Lei, publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial do
Estado, ganhou nome de Márcia Anália, mulher que foi vítima de feminicídio em
Parnamirim, em 2024.
O governo do Rio Grande do Norte proibiu a nomeação de
pessoas condenadas pelo crime de feminicídio para cargos em comissão e funções
de confiança na administração pública estadual.
A lei foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado
desta quinta-feira (12) e ganhou o nome de Lei Márcia Anália, em referência a
uma jovem de 23 anos morta em Parnamirim em 2024.
A medida, que já está em vigor, vale para toda a estrutura do
Poder Executivo estadual, incluindo administração direta, autarquias,
fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.
De acordo com a lei, a vedação se aplica a pessoas condenadas
por feminicídio em decisão judicial transitada em julgado - quando não há mais
possibilidade de recurso.
O crime de feminicídio está previsto no Código Penal
brasileiro e se refere ao homicídio cometido contra a mulher em razão de sua
condição de gênero.
Para garantir o cumprimento da medida, o governo do Estado
informou que passa a exigir, a partir de agora, no momento da posse, a
apresentação de certidões de antecedentes criminais expedidas pela Justiça
Estadual e pela Justiça Federal por parte dos indicados aos cargos.
Segundo a lei, a proibição da nomeação permanece válida
enquanto a pena não for totalmente cumprida e até que ocorra a reabilitação
penal do condenado.
Caso Márcia Anália
Márcia Anália, que dá nome à lei, foi uma jovem de 23 anos
vítima de feminicídio em abril de 2024, no município de Parnamirim. O caso teve
grande repercussão no estado e mobilizou familiares e movimentos de combate à
violência contra a mulher.
A mulher foi encontrada morta com golpes de faca em uma
quarta-feira, 24 de abril, dentro de casa no bairro Santa Tereza. Ela estava
desaparecida desde o fim de semana anterior.
Como ela não respondeu contatos por telefone e na frente da
casa, familiares decidiram entrar na residência pelo telhado. Lá, encontraram a
mulher sem vida, de bruços e com o corpo com marcas de golpes de faca.
Ela morava na Rua Heitor de Góis com o marido, que
desapareceu em seguida. Os dois tinham uma relação de 10 anos. A vítima
trabalhava como vendedora em um shopping na Zona Leste de Natal.
Por g1 RN


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