InfoGripe: casos de SRAG avançam no país; vacinação é a principal forma de proteção.
Estudo aponta que 25 estados e o Distrito Federal registram
aumento nas notificações; cenário está associado, principalmente, à alta de
internações por rinovírus
O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (13), aponta crescimento nos casos de
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 25 estados e no Distrito Federal
(DF). Apenas Tocantins não registra aumento nas notificações. Os dados se
referem à Semana Epidemiológica 9, entre 1 e 7 de março.
Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está
associado ao aumento do número de hospitalizações por:
>rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos;
>vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores
de 2 anos; e
>influenza A na população de jovens, adultos e idosos.
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da
Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que “o aumento do VSR
já era esperado nesta época do ano. No entanto, o crescimento da influenza A
está ocorrendo de forma bastante antecipada em muitos estados, já que o
esperado seria verificar um aumento mais expressivo do vírus na maioria dos
estados por volta de abril”.
O estudo enfatiza que a principal forma de proteção contra
casos graves e óbitos causados por esses vírus é a vacinação. Segundo Portella,
“já está disponível no SUS a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª
semana, que protege o recém-nascido contra o vírus”.
Regiões em alerta
Doze unidades da Federação (UFs) apresentam nível de
atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco:
Acre;
Amapá;
Amazonas;
Ceará;
Distrito Federal;
Goiás;
Mato Grosso;
Mato Grosso do Sul;
Pará;
Rondônia;
Roraima; e
Sergipe.
Na maioria das UFs, o rinovírus segue como principal
responsável pelo aumento dos casos de SRAG. Já a influenza A tem contribuído
para a elevação dos registros em estados da Região Norte (Amapá, Pará e
Rondônia) e também no Nordeste (com exceção de Alagoas e Sergipe), além do Rio
de Janeiro e de Mato Grosso.
O VSR tem impulsionado o crescimento dos casos em crianças
menores de 2 anos, especialmente em estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e
Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás) e do Nordeste (Paraíba e
Sergipe).
A análise aponta ainda um leve aumento dos casos de SRAG
associados à covid-19 em São Paulo e Rio de Janeiro, sem impacto relevante nas
hospitalizações.
Para a população dos estados que estão em alerta, Portella
reforça a importância do uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração.
“Também é importante que todos fiquem em isolamento em caso de aparecimento de
sintomas gripais. Caso não seja possível manter o isolamento, é fundamental
usar uma boa máscara ao sair de casa”, afirma.
Capitais
Entre as capitais, 15 das 27 registram nível de atividade de
SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo
prazo.
Aracaju (SE);
Belém (PA);
Belo Horizonte (MG);
Brasília (DF);
Boa Vista (RR);
Campo Grande (MS);
Cuiabá (MT);
Fortaleza (CE);
Goiânia (GO);
João Pessoa (PB);
Macapá (AP);
Manaus (AM);
Porto Velho (RO);
Recife (PE); e
São Luís (MA).
Prevalência dos vírus
Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados
mais de 16,8 mil casos de SRAG, sendo 35,9% com resultado laboratorial positivo
para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o
agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.
Fonte: Brasil 61 –


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