Órgãos ambientais da Paraíba iniciam a Operação Caatinga Resiste, no Sertão.
O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do
Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Superintendência de Administração
do Meio Ambiente (Sudema) e do Batalhão de Polícia Ambiental da Paraíba, em
parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama), participa da Operação Caatinga Resiste, ação nacional de
fiscalização voltada ao combate ao desmatamento ilegal no bioma Caatinga.
Na Paraíba, as atividades começaram na terça-feira (10), nos
municípios de São José de Piranhas e Monte Horebe. O Projeto Caatinga Resiste
2026 é uma iniciativa articulada pelos Ministérios Públicos estaduais que atuam
nos estados de Sergipe, Bahia, Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí,
Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. As ações seguem até sexta-feira (13).
Durante a operação, equipes realizam vistorias técnicas e
fiscalizações ambientais em 25 comunidades rurais do sertão paraibano apontadas
como áreas com ocorrência de desmatamento ilegal. As localidades foram
definidas no início do mês, durante reunião realizada na sede do Ministério
Público Estadual, em João Pessoa, com a participação da Semas, Sudema, Batalhão
de Polícia Ambiental e Ibama.
A Semas e a Sudema, com apoio do Batalhão de Policiamento
Ambiental (BPAmb), atuam em áreas classificadas pelo mapeamento estadual como
zona muito crítica de desmatamento, realizando inspeções em imóveis rurais e
verificando possíveis irregularidades relacionadas à supressão de vegetação
nativa.
Para o gerente executivo de Mudanças Climáticas da Semas,
Jancerlan Rocha, a região do Alto Sertão exige atenção permanente no
enfrentamento ao desmatamento. “Essa região tem sofrido bastante com os
impactos do desmatamento. É praticamente um cinturão de pressão sobre a
Caatinga no Alto Sertão e, por isso, precisa de um acompanhamento mais atento”,
afirmou.
A estimativa inicial é de que cerca de 280 hectares estejam
envolvidos nas áreas fiscalizadas, o que corresponde a aproximadamente 392
campos de futebol com dimensões semelhantes às do Maracanã. Durante as
inspeções, as equipes também identificam possíveis ampliações de áreas
desmatadas em propriedades que estão sendo verificadas.
De acordo com estimativas baseadas em dados do Serviço
Florestal Brasileiro (SFB), o volume de madeira nativa retirada pode chegar a
cerca de 7.280 metros cúbicos, o equivalente à carga de aproximadamente 291
caminhões com capacidade média de 25 metros cúbicos.
A operação pode resultar na aplicação de multas, embargo de
áreas e apreensão de bens utilizados nas atividades irregulares. Conforme a
legislação ambiental, os materiais apreendidos podem ser destinados a órgãos e
instituições públicas de caráter científico, educacional, social ou
assistencial, além de entidades beneficentes sem fins lucrativos.
As ações integradas de fiscalização realizadas pelos órgãos
ambientais do Governo do Estado já contribuíram para reduzir o avanço do
desmatamento. Em 2024, em comparação com 2023, houve redução de 44% no número
de alertas de desmatamento e de 41,7% na área desmatada, segundo dados do
sistema MapBiomas.
Os resultados da operação serão apresentados ao final das
atividades, em balanço com informações sobre áreas autuadas, procedimentos
instaurados e valores de multas aplicadas.
Secom PB


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