TSE aprova restrições para uso de IA nas eleições de outubro.
TSE proibiu postagens com montagens envolvendo candidatas e
nudez
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta
segunda-feira (2) as regras sobre utilização de inteligência artificial (IA)
durante as eleições gerais de outubro deste ano. As normas valem para
candidatos e partidos.
Por unanimidade, o tribunal decidiu proibir postagens nas
redes sociais de conteúdos modificados no período de 72 horas antes do pleito e
24 horas após a votação.
A restrição vale para modificações com imagem e voz de
candidatos ou pessoas públicas. O primeiro turno está marcado para 4 de
outubro.
As regras foram definidas com a aprovação de diversas
resoluções que vão nortear o pleito, no qual serão escolhidos o presidente da
República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Os ministros também proibiram que provedores de IA permitam,
ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar. O
objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores.
Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens
nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com
nudez e pornografia.
A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de
internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis
falsos e postagens ilegais de seus usuários.
Liberdade de expressão
Para evitar episódios de censura ocorridos em eleições
anteriores, os ministros decidiram permitir, no período de pré-campanha,
manifestações espontâneas sobre conteúdo político em ambientes universitários,
escolares e espaços de movimentos sociais.
Também foi garantido que candidatos poderão fazer panfletagem
em ruas, parques e praças, desde que garantida a mobilidade da população nos
espaços.
Na semana passada, o TSE aprovou mais sete resoluções sobre
as eleições. Os textos tratam da divulgação de pesquisas eleitorais, transporte
de eleitores, arrecadação de recursos, prestação de contas, além de alterações
no cadastro de eleitores.
Agência Brasil


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