Cerca de 80% dos leitos de UTIs da Paraíba estão ocupados por pacientes com doenças respiratórias, diz Saúde.
João Pessoa decretou situação de emergência na área da saúde
por aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Cerca de 80% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva
(UTI) da Paraíba estão ocupadas por pacientes com síndromes respiratórias,
tanto adulto quanto pediátrico. A informação é do secretário de Saúde do
estado, Ari Reis. De acordo com ele, 70% dos leitos de enfermaria em todo o
estado, na rede estadual, estão ocupados.
"Os prontos de atendimentos triplicaram o número de
demandas nessa última semana. Então, nós precisamos dar atenção devido a isso,
e enfrentar esse período de sazonalidade que ocorre todo ano, mas esse ano se
apresenta mais grave, para conseguir não sobrecarregar a rede de saúde, tanto
privada como a pública", destacou o secretário de estado da saúde, Ari
Reis.
A Prefeitura de João Pessoa decretou, na quarta-feira (1º),
situação de emergência na área da saúde por um aumento de casos de Síndromes
Respiratórias Aguda Grave (SRAG). A medida foi publicada oficialmente no Diário
Oficial do Município (DOM).
No diário, a decisão foi justificada por um "crescimento
expressivo de atendimentos, especialmente entre adultos e pacientes
pediátricos, com impacto direto na demanda por leitos de UTI e suporte
ventilatório".
Com a determinação, a gestão municipal poderá adotar a partir
de agora medidas excepcionais para ampliar a capacidade de atendimento. Entre
elas, estão: Dispensa de licitação para contratações emergenciais; Requisição
administrativa de bens e serviços, além da reorganização dos fluxos
assistenciais.
Apesar de afirmar que houve um crescimento nos casos de
doenças respiratórias, a decisão no diário oficial não cita dados concretos. A Secretaria
Municipal de Saúde de João Pessoa foi procurada pela Rede Paraíba sobre esses
dados locais, mas foi informado que somente na quinta-feira (2) os números vão
ser enviados.
A medida também prevê a mobilização de toda a estrutura da
Secretaria de Saúde para priorizar casos de síndromes respiratórias, com foco
na ampliação da rede e na garantia de assistência aos pacientes em estado mais
grave.
Outro ponto destacado é a possibilidade de edição de normas
complementares para dar agilidade às ações durante o período de emergência, que
pode ser prorrogado conforme a evolução do cenário epidemiológico.
Por g1 PB

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