MP Eleitoral recomenda que governo da Paraíba reduza contratações de servidores temporários.
De acordo com o MP, gestão
estadual mantém quase 80% servidores temporários em ano eleitoral. O órgão
aponta para risco de uso político da máquina pública em ano de Eleições.
O Ministério Público
Eleitoral da Paraíba recomendou que o governo da Paraíba reduza contratações de
pessoas temporárias e apontou o risco de uso político da máquina pública em ano
de Eleições. A recomendação foi divulgada nesta quarta-feira (15).
A recomendação, assinada
pelo procurador regional eleitoral Marcos Alexandre Bezerra Wanderley de
Queiroga e pelo procurador auxiliar Bruno Galvão Paiva, leva em consideração
que o governo estadual mantém quase 80% servidores temporários em ano eleitoral.
O atual governador do estado é pré-candidato ao governo nas Eleições 2026.
A Rede Paraíba entrou em
contato com a assessoria do governador e aguarda retorno.
De acordo com o MPE-PB, o
percentual de servidores temporários vem crescendo de forma contínua nos
últimos anos. Em 2020, o número saiu de 56,33% para 79,98% em janeiro de 2026.
O índice está acima do limite de 30% estabelecido pelo Tribunal de Contas do
Estado da Paraíba (TCE-PB).
Essa recomendação aponta
também que o próprio TCE-PB já havia determinado a redução gradual dessas
contratações. Além disso, foi citado que uma comissão interinstitucional do
governo foi criada em 2025 para enfrentar o problema, mas ainda não apresentou
resultados concretos.
"A omissão na correção
desta irregularidade e a manutenção deste contingente desproporcional de
servidores precários (que atinge 80% do quadro de efetivos) caracteriza burla
direta à regra constitucional do concurso público e configura forte indício de
uso eleitoreiro da máquina administrativa", diz trecho da recomendação.
O órgão elencou uma série de
medidas para que o governo se adeque, veja abaixo:
● redução imediata e
contínua das contratações temporárias;
● instalação efetiva da
comissão de planejamento de pessoal;
● apresentação, em até 90
dias, de um plano com cronograma para realização de concursos públicos;
● proibição de aumento do
percentual atual de temporários;
● garantia de critérios
objetivos e impessoais em eventuais seleções temporárias.
Caso o governo estadual não
cumpra a recomendação, o Ministério Público Eleitoral pode entender por uma
abertura de ação judicial.
Por g1 PB


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