Nova Carteira de Identidade já chega a 50 milhões de brasileiros; veja como tirar:
A substituição da atual carteira será obrigatória em 2028
para quem recebe aposentadoria, Bolsa Família, Gás do Povo, entre outros
auxílios
A CIN (Carteira de Identidade Nacional) já está nas mãos de
50 milhões de brasileiros. A marca foi divulgada nesta quarta-feira (8), pelo
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
O novo documento substitui o antigo RG e conta com CPF como
número único válido para todo o Brasil.
“Hoje é um dia para celebrarmos em conjunto com os institutos
de identificação de todos os estados, pois saímos de cerca de 100 mil carteiras
emitidas no início de 2023 para levar cidadania para 50 milhões de pessoas com
a CIN em 2026”, afirma o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas.
“Esse número é muito importante, pois a CIN vai além da
segurança pública. Ela é a porta de entrada para os serviços públicos e
benefícios sociais”, complementou.
Quem recebe benefício social como aposentadoria, pensão,
Bolsa Família, BPC, Gás do Povo, por exemplo, deverá tirar a nova carteira até
2027.
A partir de 2028, o documento passará a ser obrigatório para
esse público, e a base principal para o cadastro biométrico no país.
Para os demais, a substituição poderá ser feita até 2032.
Nesta semana, o ministério estabeleceu um novo cronograma
para o uso da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais.
• Unificação das regras para quem já é beneficiário e para os
novos: a pessoa que não tem cadastro biométrico deve emitir a CIN a partir de
janeiro de 2027.
• Para quem já é beneficiário e tem cadastro biométrico, a
CIN só passa a ser obrigatória em janeiro de 2028, a mesma regra que valia
anteriormente. Nesses casos, valerá até essa data o cadastro biométrico do
Tribunal Superior Eleitoral ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou
passaporte.
Como emitir
Para fazer a sua CIN, o primeiro passo é acessar o
gov.br/identidade, clicar o serviço de agendamento em seu estado e depois
marcar o dia e horário para realizar o processo de recolhimento da biometria e
conferência de documentos nos Institutos de Identificação estaduais.
É necessário levar a certidão de nascimento ou de casamento
para a emissão do documento, cuja 1.ª via é gratuita.
Vantagens
● Um QR Code permite a validação eletrônica da autenticidade,
bem como saber se o documento é verdadeiro e se foi furtado ou extraviado.
● O documento traz ainda informações do cidadão, impressão
digital e a opção pela doação de órgãos.
● A carteira serve também como documento de viagem para os
países do Mercosul, devido à inclusão de um código de padrão internacional
chamado MRZ, o mesmo usado em passaportes.
● Garante a segurança da identificação civil, simplifica e
torna mais seguro o acesso a serviços.
Versão digital
A versão digital está disponível no aplicativo gov.br. A
partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar esse
aplicativo para baixar a CIN em formato digital. O processo é similar ao que já
ocorre com a CNH.
Como fazer
● Após o login, aparece o ícone ‘Carteira de documentos’ na
tela inicial, bastando clicar no botão ‘+’.
● Escolher ‘Carteira de Identidade’.
● E ir em ‘Adicionar Documento’ para ter acesso à CIN
Digital.
● Isso pode simplificar o uso em viagens ou em outras
ocasiões em que for necessário se identificar.
A CIN também amplia a segurança da conta gov.br, pois a nova
carteira facilita o acesso a uma conta ouro na plataforma do governo federal.
Atualmente, o gov.br possui mais de 175 milhões de usuários e
possibilita o acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais e outros mais
de oito mil de estados e municípios.
Entre esses serviços estão a Assinatura GOV.BR, o Meu INSS, o
Meu SUS Digital e a Carteira de Trabalho Digital.
Por R7


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