Paraíba segue em alerta para SRAG e registra aumento de casos, aponta boletim da Fiocruz.
A Paraíba está entre os estados brasileiros em situação de
alerta, risco ou alto risco para casos graves de síndromes respiratórias,
segundo o mais recente boletim
InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento indica
que o estado apresenta tendência de crescimento nas ocorrências de Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas.
De acordo com os dados, a Paraíba integra o grupo de 13
unidades da federação onde há aumento sustentado de casos no longo prazo. Além
disso, a capital João Pessoa está entre as cidades com nível de atividade
considerado preocupante, com sinal de crescimento contínuo.
O boletim também aponta que os casos de SRAG associados à
influenza A seguem em elevação no estado, ao lado de outras unidades do
Nordeste. Já as infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afetam
principalmente crianças de até dois anos, também continuam crescendo na
Paraíba.
Apesar do cenário de alerta, a tendência nacional indica
estabilidade no longo prazo, com sinais de interrupção do crescimento ou até
queda em alguns estados, especialmente em relação à influenza A e ao rinovírus
— responsáveis por mais de 70% dos casos positivos recentes.
A SRAG é uma complicação de quadros gripais que evoluem com
sintomas mais graves, como dificuldade para respirar, podendo exigir
hospitalização. Entre os principais vírus causadores estão influenza A,
influenza B, covid-19, rinovírus e vírus sincicial respiratório.
Diante do aumento de casos, especialistas reforçam a
importância da vacinação como principal forma de prevenção de quadros graves e
mortes. No Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis vacinas contra
influenza e covid-19, com prioridade para crianças, idosos, gestantes e grupos
mais vulneráveis.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe/Fiocruz, também
orienta que pessoas com sintomas gripais evitem circulação. “Recomendamos que
pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento.
Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destacou.
Em nível nacional, o Brasil já registrou mais de 31 mil casos
de SRAG em 2026, com mais de 1,6 mil mortes. A covid-19 e a influenza A seguem
entre as principais causas de óbitos associados à síndrome.
Paraiba.com


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