VALORES A RECEBER: mais de 47 milhões de pessoas ainda têm dinheiro esquecido nos bancos; veja como sacar os recursos.
Em 2024, Congresso autorizou governo a recolher recursos, mas
Fazenda afirma que processo não está em andamento. Consulta só pode ser feita
no site do Banco Central.
O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (14) que
ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,55 bilhões em "recursos
esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até
fevereiro deste ano.
Deste total:
● R$ 8,15 bilhões são recursos de 47 milhões de pessoas
físicas;
● R$ 2,4 bilhões são valores de 5,06 milhões de empresas.
Até o momento, o Banco Central informou que já foram
devolvidos R$ 14,14 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições
financeiras.
O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas
(inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos,
consórcios ou outras instituições.
O prazo oficial para buscar os recursos teria, em tese,
acabado em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda informou
que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições
financeiras.
Como consultar o dinheiro esquecido
O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como
solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo
falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.
🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles
que fornecerem uma chave PIX para a devolução.
📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a
instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave
e retornar ao sistema para fazer a solicitação.
💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser
herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para
consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade.
Após a consulta, é preciso entrar em contato com as
instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos.
Pedido automático
Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível
habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber.
A novidade, segundo a instituição, é que a adesão ao novo
serviço é facultativa.
Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As
demais funcionalidades do sistema continuam iguais.
"O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão,
que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente
a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco
Central, na ocasião.
Entenda
● Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta
gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas.
● A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e
está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não
possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira.
● O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum
valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição
financeira na conta do cidadão.
● As instituições financeiras que não aderiram ao termo de
devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se
aplica a valores oriundos de contas conjuntas.
🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou
informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação
telefônica. Fique atento e se proteja de golpes.
Ferramenta de segurança
Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de
segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes.
📱O acesso continua a ser feito com a conta gov.br , nível prata ou ouro.
Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança.
📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo.
Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para
liberar as duas etapas.
O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha.
Em seguida, o sistema vai pedir um código de acesso que
precisa ser gerado no aplicativo.
Por Alexandro Martello, g1 — Brasília


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