Dino manda TSE analisar possível uso de emendas em campanha eleitoral.
Alerta foi feito ao STF por entidades que fiscalizam uso de
recursos
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF),
enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Procuradoria-Geral da República
(PGR) ofícios para que os órgãos apurem a possibilidade de fraudes no
direcionamento de emendas parlamentares com objetivos eleitorais.
Dino tomou a medida na ação em que é responsável por
supervisionar se a liberação e execução das emendas estão de acordo com a
Constituição e em conformidade com decisões anteriores do Supremo.
O ministro atendeu a pedido das organizações Contas Abertas,
Transparência Brasil e Transparência Internacional, que alertaram o Supremo
sobre possíveis esquemas no direcionamento de emendas com objetivos eleitorais.
Segundo as entidades, o risco é que uma empresa receba
recursos de emendas indicadas por um parlamentar enquanto outra, controlada
pelo mesmo beneficiário final, seja contratada pela campanha do mesmo
parlamentar. Dessa forma, essas emendas custeariam as campanhas com dinheiro
público.
“Este fornecimento geralmente é subfaturado, de modo que, na
realidade, as emendas parlamentares estão sendo utilizadas indireta e
indevidamente como verba de campanha”, afirma a petição apresentada ao Supremo.
O ministro mandou que TSE e PGR analisem a possibilidade e
tomem “as providências que entenderem cabíveis”.
No mesmo despacho, o ministro mandou que o Tribunal de Contas
da União (TCU) informe se já é possível disponibilizar ao público o painel para
acompanhamento de execução de emendas que já utiliza internamente.
Dino também mandou os presidentes das Assembleias
Legislativas estaduais e distrital informarem sobre a adequação dos processos
orçamentários locais ao modelo federal. Outra providência foi para que a
Controladoria-Geral da União (CGU) explique a falta de estrutura, em especial
de servidores, para supervisionar a execução de emendas.
Emendas
Em 2024, após tomar posse no Supremo, Flávio Dino assumiu a
condução dos processos que tratam da transparência no repasse das emendas.
Em fevereiro do ano passado, Dino homologou o plano de
trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e
senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos
repasses. A medida liberou o pagamento dos recursos, que chegaram a ser
suspensos por falta de transparência.
Agência Brasil


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