Mudanças no abono salarial devem excluir mais de 4 milhões de trabalhadores até 2030.
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| Reprodução internet |
Redução gradual no teto de renda para acesso ao benefício
deve retirar milhões de trabalhadores do programa nos próximos anos, enquanto
governo projeta economia de quase R$ 25 bilhões até o fim da década.
Mais de quatro milhões de trabalhadores deixarão de receber o
abono salarial até 2030. Só este ano, serão mais de 500 mil.
O abono salarial é um benefício anual pago a trabalhadores de
baixa renda cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
O dinheiro vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador. A parcela
anual é calculada de acordo com os meses trabalhados, podendo chegar a um
salário mínimo.
Com as novas regras, o teto da renda para conseguir o abono
salarial não será mais de dois salários mínimos — haverá uma redução gradual. A
renda máxima para ter acesso ao benefício passa a ser corrigida apenas pela
inflação.
Este ano, terá direito quem teve uma renda média mensal de
até R$ 2.765,93 em 2024, o equivalente a 1,96 salário mínimo.
Em 2027, o abono só será pago para quem receber até 1,89. O
valor vai diminuindo até chegar ao teto de um salário mínimo e meio em 2035.
O governo estima que, só este ano, mais de 559 mil
trabalhadores perderão o benefício. No ano que vem, outros 1,58 milhão de
trabalhadores.
O Ministério do Trabalho calcula que, até 2030, mais de 4,5
milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial.
A estimativa do governo é de que as mudanças tragam uma economia acumulada de quase R$ 25 bilhões até 2030.
Por Jornal Nacional


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