El Niño volta a influenciar o clima e coloca regiões brasileiras em alerta.
Fenômeno climático está
presente no Oceano Pacífico Equatorial e deve afetar chuvas e temperaturas nas
regiões do país nos próximos meses
O fenômeno climático El Niño
está oficialmente de volta e já desperta atenção de meteorologistas em todo o
mundo, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). As
condições características do fenômeno já estão presentes no Oceano Pacífico
Equatorial e devem persistir até o verão austral de 2026/2027.
A confirmação foi divulgada,
na quinta-feira (11), pelo Centro de Previsão Climática da Administração
Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que prevê a
permanência do fenômeno ao longo dos próximos meses.
No Brasil, os efeitos
costumam variar de acordo com a região. Historicamente, episódios de El Niño
favorecem períodos mais secos em áreas do Norte e Nordeste, aumentando o risco
de estiagens, redução da umidade do solo e pressão sobre os reservatórios de
água.
O ministério da Integração e
do Desenvolvimento Regional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e
Defesa Civil, reuniu na última quarta-feira (10), diversos órgãos federais para
alinhar ações preventivas, de mitigação e de resposta ao El Niño ao Brasil.
Durante o encontro, especialistas apresentaram os prognósticos mais recentes
para o país. A Sedec acompanha a evolução do cenário e coordena estratégias
para apoiar estados e municípios diante dos possíveis impactos.
Na Região Sul, o fenômeno
costuma provocar chuvas acima da média. Esse cenário pode aumentar o risco de
alagamentos, enchentes e elevação dos níveis dos rios durante eventos de
precipitação intensa.
De acordo com a
meteorologista da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Cátia Valente, existem 63%
de probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte em diferentes
regiões do Brasil entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Com alta probabilidade de
formação em 2026, o El Niño deve exigir atenção redobrada no estado gaúcho
durante o segundo semestre, especialmente entre o final do inverno e a
primavera. De acordo com a meteorologista Cátia Valente, os impactos do
fenômeno ainda não podem ser definidos com precisão, pois dependem da atuação
conjunta de diversos sistemas atmosféricos. Por isso, o momento é de
planejamento e preparação para diferentes cenários.
Fonte: Brasil 61 –


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