IFPB investe R$ 1,98 milhão em energia solar com instalação de usinas fotovoltaicas.
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| Foto: Assessoria |
Ao todo, nove campi serão contemplados no projeto atual. O
campus de Picuí foi o primeiro a receber o sistema fotovoltaico
Com foco em sustentabilidade e ampliação da independência
energética, o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) iniciou a instalação de
placas de energia solar em suas unidades de ensino. Ao todo, nove campi serão
contemplados, divididos entre unidades do IFPB e do Instituto Federal do Sertão
Paraibano (IFSertãoPB) — instituição criada este ano a partir do desmembramento
do próprio IFPB. O campus Picuí/IFPB foi o primeiro a receber o sistema
fotovoltaico.
Segundo a Pró-Reitoria de Administração e Finanças (Praf), o
investimento total na aquisição e instalação dos equipamentos é de cerca de R$
1,98 milhão. Os recursos são provenientes de emenda da bancada federal
paraibana na Câmara dos Deputados e no Senado.
“A iniciativa integra os esforços do IFPB para promover maior
eficiência energética, sustentabilidade ambiental e racionalização dos gastos
públicos. Além da redução dos custos com energia elétrica, o projeto contribui
para a utilização de fontes renováveis, alinhando-se às boas práticas de gestão
pública e aos objetivos institucionais de desenvolvimento sustentável”, declara
a pró-reitora de Administração e Finanças, Cleidenédia Morais.
Nesta etapa, foram contemplados os campi Campina Grande,
Guarabira, Itabaiana, Monteiro e Picuí, do Instituto Federal da Paraíba, além
de Catolé do Rocha, Itaporanga, Patos e Santa Luzia, do Instituto Federal do
Sertão Paraibano.
“Os cronogramas específicos são acompanhados pelas
respectivas diretorias-gerais e pela equipe de fiscalização dos contratos”,
pontuou Cleidenédia Morais. Recentemente, as unidades de Campina Grande, Patos
e Catolé do Rocha também receberam placas de energia solar.
No Campus Campina Grande, a montagem das placas de energia
solar está prevista para começar esta semana. Até a operação do sistema, porém,
é necessário mais um pouco de tempo, como explica José Albino Nunes, diretor de
Administração, Planejamento e Finanças da unidade.
“Para entrar em operação, depende também da concessionária de
energia elétrica. Ainda tem os trâmites com a Energisa, que pede um prazo para
aprovar. Cerca de um mês após ser instalado, o sistema deve começar a operar”,
disse. Albino Nunes acrescentou que o retorno financeiro depende também do
investimento feito. No caso de Campina Grande, a economia média deve chegar a
R$ 30 mil por mês.
De acordo com a reitora do IFPB, Mary Roberta Meira Marinho,
o avanço da energia solar para os demais campi do IFPB e do IFSertãoPB está
condicionado ao planejamento técnico e à disponibilidade de recursos para
futuras contratações.
O IFPB tem interesse em ampliar a utilização de sistemas de
geração de energia solar em suas unidades, em consonância com as diretrizes de
sustentabilidade e eficiência energética da instituição”, afirma. “Mas a
expansão para os demais campi dependerá da elaboração de estudos e projetos de
engenharia, que estão em andamento, bem como da realização de novos
procedimentos licitatórios”, ressalta a reitora do IFPB.
Contratação levou em conta o potencial de geração de energia.
A contratação foi fechada com foco no potencial total de
geração de energia de cada usina, e não no número fixo de painéis solares. A
capacidade do sistema é medida em quilowatts-pico (kWp), que representa a
potência máxima que o sistema consegue produzir em condições ideais de sol.
Essa escolha foi feita porque o tamanho e a eficiência
tecnológica das placas variam: painéis mais modernos e potentes geram mais
energia ocupando menos espaço. Assim, um campus pode precisar de menos placas
do que outra para atingir a mesma meta de energia. As potências previstas para
cada unidade são: Campina Grande: 325 kWp; Picuí e Monteiro: 125 kWp
cada; Santa Luzia, Catolé do Rocha, Guarabira e Patos: 75 kWp cada; Itabaiana e
Itaporanga: 50 kWp cada.
CRONOGRAMA — O cronograma de implantação dos sistemas
fotovoltaicos varia conforme as especificidades de cada campus e,
principalmente, em função das etapas de aprovação dos projetos junto à
Energisa.
De acordo com a Praf, a sequência de implantação dos sistemas
observa fatores técnicos, logísticos e operacionais relacionados à execução
contratual, incluindo condições de instalação, aprovação de projetos,
disponibilidade das empresas contratadas e planejamento das equipes
responsáveis.
“Os sistemas foram dimensionados dentro dos limites
estabelecidos na contratação e dos recursos disponíveis”, comenta Cleidenédia
Morais. Ela lembra que as placas adquiridas não cobrirão a totalidade do
consumo atual das unidades.
*DGCOM do IFPB


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