InfoGripe: VSR, influenza e rinovírus elevam casos de síndrome respiratória grave no país.
Dezoito estados apresentam
tendência de crescimento da SRAG; vacinação segue como principal forma de
prevenção
A análise desta semana do
Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta aumento dos casos
de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país.
Segundo o levantamento, o
avanço está relacionado principalmente ao crescimento das hospitalizações
provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), pela influenza A e pelo
rinovírus.
Atualmente, todas as
unidades da federação apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco
ou alto risco. Em 18 estados, também há sinais de crescimento na tendência de
longo prazo: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul,
Minas Gerais, Paraná, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio
de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Avanço do VSR e da
influenza
De acordo com o boletim, os
casos de SRAG associados ao VSR seguem em alta na maior parte das regiões
Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. O aumento é observado no Acre, Amapá, Pará e
Roraima; em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e
Sergipe; em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo; além de Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul.
A pesquisadora do InfoGripe,
Tatiana Portella, ressalta que, mesmo onde já há sinais de estabilização ou
queda, os níveis de circulação do VSR ainda permanecem elevados. É o caso do
Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Paraíba.
Em relação à influenza A, o
estudo mostra que a doença tem provocado maior incidência de casos graves entre
crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na população
com 65 anos ou mais.
Segundo a Fiocruz, as
hospitalizações por influenza A apresentam tendência de queda ou estabilização
em níveis baixos na maior parte do país. No entanto, os registros continuam
crescendo em todos os estados da Região Sul, em São Paulo e Minas Gerais, no
Sudeste; em Roraima e Acre, no Norte; e no Rio Grande do Norte.
O rinovírus também tem
contribuído para o aumento dos casos de SRAG, especialmente entre crianças e
adolescentes. O crescimento é observado em Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e
Sergipe; em Minas Gerais e Rio de Janeiro; em Santa Catarina e Rio Grande do
Sul; além de Goiás.
Já os casos de SRAG
associados à Covid-19 permanecem em queda na maior parte do território
nacional, embora ainda apresentem tendência de crescimento no Ceará, Maranhão e
Pará.
Vacinação e medidas
preventivas
Tatiana Portella reforça que
a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir casos graves e
mortes causados pelos vírus respiratórios. “É essencial que a população de
maior risco e elegível para receber essas vacinas esteja em dia com a
vacinação. Vale lembrar que a vacina contra o VSR é aplicada em gestantes a
partir da 28ª semana de gestação para que elas produzam e transmitam anticorpos
ao bebê, garantindo proteção contra o vírus nos seus primeiros seis meses de
vida” orienta.
Além da imunização, a
pesquisadora recomenda medidas de prevenção, como:
>cobrir boca e nariz ao
tossir ou espirrar;
>evitar compartilhar objetos
de uso pessoal;
>lavar as mãos com
frequência;
>usar máscara em caso de
sintomas respiratórios;
>evitar contato próximo com
outras pessoas ao apresentar sinais de gripe ou resfriado.
Capitais em alerta
O InfoGripe aponta que 15
capitais brasileiras apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para
SRAG, com tendência de crescimento de longo prazo.
Entre elas estão Aracaju
(Sergipe), Belém (Pará), Belo Horizonte (Minas Gerais), Boa Vista (Roraima),
Brasília (Distrito Federal), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Curitiba
(Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Goiânia (Goiás), João Pessoa
(Paraíba), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio Branco (Acre),
Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e São Luís (Maranhão).
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas
epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi
a seguinte:
21,9% de influenza A
5,1% de influenza B
48,5% de VSR
24,3% de rinovírus
2,1% de Sars-CoV-2
(Covid-19)
Entre os óbitos, a presença
dos mesmos agentes foi:
49% de influenza A
8,2% de influenza B
16,6% de VSR
16,9% de rinovírus
9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
O levantamento do InfoGripe
tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância
Epidemiológica da Gripe, atualizados até 30 de maio, e é referente à Semana
Epidemiológica (SE) 20.
Fonte: Brasil 61 -


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