ANIVERSÁRIO: Referência no Curimataú paraibano, Cuité celebra 258 anos de fundação nesta sexta-feira.
A cidade de Cuité celebra 258 anos de fundação nesta
sexta-feira, 17 de julho. A história do município, localizado no Curimataú
paraibano, começou em 1768, quando a devoção religiosa e a solidariedade deram
origem ao primeiro núcleo de povoamento que, ao longo dos séculos, se
transformaria em uma das cidades mais importantes da região.
Segundo a historiadora cuiteense Graça Araújo, o marco da
fundação está ligado à doação de meia légua de terras feita pelo Tenente
Coronel Caetano Dantas Correia e sua esposa, Josefa de Araújo Pereira,
destinada à construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora das Mercês,
padroeira do município.
"A fundação de Cuité aconteceu devido à doação dessas
terras para a construção da capela e do patrimônio da santa de devoção de
Josefa de Araújo Pereira, Nossa Senhora das Mercês. Foi em torno dessa fé que
nasceu o povoado que deu origem à cidade", explica a historiadora.
A partir disso, Cuité iniciou um processo gradual de
organização política e administrativa. Em 25 de agosto de 1801, a capela foi
elevada à condição de sede da Freguesia de Nossa Senhora das Mercês da Serra de
Coité, desvinculando-se da Freguesia de Caicó, no Rio Grande do Norte, por
decreto assinado pelo bispo de Olinda, Dom José Joaquim de Azevedo Coutinho. O
primeiro vigário da nova freguesia foi Manuel Fernandes Pimenta.
Graça conta que anos depois, em 1815, foi criada a Vila Real
do Brejo de Areia, instalada oficialmente em 1818, abrangendo um extenso
território que incluía localidades como Alagoa Grande, Bananeiras, Guarabira,
Pilões, Pedra Lavrada e Cuité.
A historiadora destaca que a consolidação do município
ocorreu ao longo de décadas, por meio de diferentes mudanças administrativas.
Entre os séculos XIX e XX, Cuité foi elevada à categoria de distrito, teve sua
comarca criada, extinta e restabelecida, além de passar por anexações e
desmembramentos até conquistar sua organização política definitiva.
"Foi um processo construído por meio de várias leis e
mudanças administrativas, como aconteceu com tantas cidades brasileiras. Cada
etapa contribuiu para que Cuité alcançasse sua participação política e se
tornasse o município que conhecemos hoje", ressalta Graça.
Em 1936, uma lei estadual recriou o município com a
denominação de Serra de Coité, desmembrando-o de Picuí. No ano seguinte ocorreu
sua instalação administrativa e, em 1938, por meio do Decreto Estadual nº
1.164, o município passou oficialmente a adotar o nome de Cuité.
“Muito antes da chegada dos colonizadores, a região já era
habitada por povos indígenas. Pesquisas arqueológicas apontam que os grupos da
Nação Tarairiús foram os que permaneceram por mais tempo no território,
deixando registros da ocupação humana na região”, relata a historiadora.
As terras onde hoje está localizado o município também foram
alvo de concessões ainda no início do século XVIII. De acordo com a
historiadora, em 1701 foi requerida as terras da Serra de Coité, pelo Conde de
Alvor, embora haja poucos registros sobre a administração desse território
antes da doação realizada por Caetano Dantas Correia e Josefa de Araújo
Pereira.
Ao celebrar mais um aniversário de fundação, Cuité preserva
uma história construída pela fé, pela resistência e pelo desenvolvimento de seu
povo. Para o prefeito Caio Camaraense, a data é um momento de reconhecer o
passado e renovar o compromisso com o futuro da cidade.
"Celebrar os 258 anos de Cuité é olhar para a nossa
história com muito orgulho e gratidão. Somos fruto da coragem de pessoas que
acreditaram nesta terra e ajudaram a construir uma cidade acolhedora, forte e
cheia de potencial. Nosso compromisso é honrar esse legado, cuidando das
pessoas e trabalhando para que Cuité continue crescendo, sem perder suas raízes
e a identidade que faz cada cuiteense sentir orgulho de chamar este lugar de
lar”, afirma o prefeito.
Assessoria


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