FPM: União repassa mais de R$ 2,42 bilhões aos municípios no segundo decêndio de julho. O valor é cerca de 2% maior do que o transferido no mesmo período do ano passado.
Mais de R$ 2,42 bilhões serão distribuídos aos municípios
brasileiros nesta segunda-feira (20) por meio do Fundo de Participação dos
Municípios (FPM). O montante corresponde ao segundo decêndio de julho e é cerca
de 2% maior do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando os
repasses somaram R$ 2,38 bilhões.
O especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que o
segundo decêndio de julho confirma um primeiro semestre positivo para o FPM. No
entanto, ele ressalta que a alta da inflação nos últimos meses deve ser
considerada na análise do crescimento dos repasses.
"Esse decêndio vem 2% maior que o do ano passado.
Fechamos um primeiro semestre positivo. Contudo, não devemos esquecer que
tivemos uma alta inflacionária nos últimos meses por conta da conjuntura
internacional e da crise do petróleo. Temos que avaliar o quanto esse
crescimento foi positivo em termos reais. Até o momento, os valores vêm
correspondendo às expectativas. Agora, é importante que o gestor aproveite a
parcela extra de 1% recebida neste mês para colocar as contas dos municípios em
dia”, destaca Lima.
No dia 10 de julho, os municípios brasileiros receberam junto
com a primeira parcela de julho do FPM a parcela extra de 1%,
que ultrapassou R$ 9,9 bilhões. O valor extra é garantido pela
Emenda Constitucional 84/2014 e os recursos já são esperados pelas prefeituras.
Municípios bloqueados
Até 15 de julho de 2026, 22 municípios estavam impedidos de
receber recursos do FPM. Confira a lista:
São José da Laje (AL)
São Luís do Quitunde (AL)
Taquarana (AL)
Teotônio Vilela (AL)
Traipu (AL)
Careiro (AM)
Santa Cruz Cabrália (BA)
Aveiro (PA)
Monteiro (PB)
Campo do Tenente (PR)
Guaraqueçaba (PR)
Armação dos Búzios (RJ)
Petrópolis (RJ)
Porto Real (RJ)
Caracaraí (RR)
Barra Funda (RS)
General Câmara (RS)
Lagoão (RS)
São Domingos do Sul (RS)
São Sepé (RS)
Cumbe (SE)
Monte Alegre de Sergipe (SE)
Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por
diversas razões, entre elas a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep,
pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da
União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a não prestação de
informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
(SIOPS).
A suspensão dos repasses é temporária. Após a regularização
das pendências, os recursos voltam a ser transferidos aos municípios e podem
ser utilizados em áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de
pessoal.
FPM: como funciona
O FPM é integrado por parcelas da arrecadação do Imposto de
Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A divisão dos
recursos entre os municípios acompanha coeficientes definidos pelo Tribunal de
Contas da União (TCU), calculados especialmente baseados na população de cada
cidade, conforme dados oficiais.
Os repasses são realizados a cada dez dias e, quando a data
programada coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o
primeiro dia útil anterior.
Fonte: Brasil 61 -


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